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Zona canavieira pernambucana será marcada por chuva acima da média no próximo trimestre

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Nesta quarta-feira (21), produtores de cana receberam notícia positiva da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco`(AFCP), em relação à quadra chuvosa na região. O serviço meteorológico da entidade, liderado pelo doutor na área, Alexandre Magno, prevê um trimestre marcado por chuvas de normal a acima da média, com boa distribuição espacial e regularidade. A previsão se baseia em vários modelos atmosféricos, onde indicam o fim do El Niño, surgimento da La Niña, e um certo aquecimento da costa oceânica do NE.

De acordo com análise realizada pela AFCP, com o fim do fenômeno El Niño e as águas do Oceano Atlântico Tropical permanecendo mais aquecidas do que a média, as precipitações pluviométricas sobre o litoral pernambucano (regiões da Mata Norte e Sul de Pernambuco) apresentaram, no decorrer do mês de janeiro precipitações de normal a acima da média.

Apesar do mês de janeiro estar dentro do período normal de estiagem da região, as precipitações pluviométricas ocorridas foram relativamente regulares e com predomínio de totais de precipitatações acumuladas acima da média histórica, principalmente na região do litoral centro norte de Pernambuco.

O enfraquecimento do El Niño, por sinal, e condições favoráveis da temperatura do Oceano Atlântico, em janeiro e em fevereiro, já estimularam, nestes meses, precipitações acima da média histórica na Zona da Mata – região predominante pelo cultivo da cana de açúcar em PE. Em Itambé (Mata Sul) e Lagoa do Carro (Norte) ficaram 309% e 289% acima no primeiro mês do ano, respectivamente. Em fevereiro, a situação de alta repetiu, com volumes também bastante acima.

De acordo com o boletim da AFCP, climatologicamente o fenômeno El Niño não está mais caracterizado e nem atuando para inibir as precipitações sobre o Nordeste do Brasil, dando lugar a uma curta fase de neutralidade e que no próximo trimestre, já dará o estabelecimento de um fenômeno La Niña de intensidade fraca a moderada e que deverá melhorar a qualidade do período chuvoso na região, principalmente sobre as regiões da Mata Norte e Sul de Pernambuco.

Apesar de que o fenômeno La Niña ainda não estar estabelecido, a permanência do aquecimento das águas do Oceano Atlântico tropical tem mantido condições de melhoria da regularidade das precipitações pluviométricas e continuidade dos totais de normal a acima da média histórica. Neste próximo trimestre, com a entrada da estação do outono, as temperaturas devem entrar em declínio e ficarão em torno da média histórica.

“O serviço meteorológico da AFCP foi implantado ano passado e tem sido um instrumento importante para o setor”, diz Alexandre Andrade Lima, presidente da associação que reúne 7 mil canavieiros.

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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