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Usinas de 10 estados e mais de 250 empresas unem forças em busca de ganhos de produtividade

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Na última semana, a UDOP (União Nacional da Bioenergia) e o APLA – Arranjo Produtivo Local do Álcool, anunciaram uma parceria entre os interesses de mais de 70 usinas localizadas em 10 estados brasileiros (associadas da UDOP) e cerca de 250 empresas, startups, hubs e laboratórios que fazem parte do Ecossistema do Parque Tecnológico Piracicaba, administrado desde 2012 pelo APLA.

Com a filiação da UDOP ao APLA o setor ganha um importante aliado na busca por mais tecnologias e maior competitividade nos âmbitos nacional e internacional. Para oficializar a parceria e estreitar ainda mais os objetivos dessa sinergia, o presidente da UDOP, Amaury Pekelman esteve na sede do APLA, em Piracicaba, na última sexta-feira (28), onde foi recebido pelo diretor-executivo do Arranjo, Flávio Castellari.

“A UDOP tem um como foco principal a parte de treinamento e desenvolvimento do setor, em termos técnicos, dentro do Brasil. Já o APLA tem um trabalho semelhante voltado para estas mesmas áreas mas no âmbito internacional. Por isso, resolvemos nos unir e criar uma grande oportunidade de ampliação de nossos objetivos comuns numa via de duas mãos”, destacou Pekelman.

Ainda segundo o presidente da UDOP, o objetivo da parceria é bem técnico. “O que pretendemos é fazer o casamento das necessidades do setor (usinas) e a tecnologia desenvolvida pelos parceiros (sócios) do APLA, o que deve beneficiar toda a nossa cadeia”, destacou.

Para Castellari o forte dessa parceria é intensificar as ações do APLA junto as usinas no Brasil, vindo ao encontro das necessidades do setor. “O APLA teve como um dos principais projetos, através da parceria com a APEX–Brasil, o projeto “Brazil Sugarcane Bioenergy Solution”, que ajuda as empresas brasileiras a promoverem e venderem nossas tecnologias mundo afora, que trouxe grandes resultados para nossas empresas e agora nos últimos anos através do Parque Tecnológico, parceria do APLA com a Prefeitura Municipal de Piracicaba e parte da estratégia de desenvolvimento de Pesquisa e Inovação do Governo do Estado de São Paulo, intensificamos nossos esforços no apoio ao desenvolvimento de tecnologia, inovação e integração da cadeia a nível nacional”, explica o diretor do APLA.

“Com a parceria o APLA vai ajudar a UDOP a se internacionalizar e a UDOP vai fazer o papel de nos ajudar, dentro do mercado interno, a fazer essa integração maior entre o consumidor, que são as destilarias, as usinas e a parte logística do etanol, e nossas empresas que promovem tecnologia para esse setor. Trata-se de uma fusão complementar”, argumenta Castellari.

A ideia das entidades é entender quais são os gargalos e os problemas que as usinas possuem e aproximar as empresas que desenvolvem esta tecnologia para que a mesma seja aplicada na busca de maximizar e otimizar a produção, baixar custos e tornar o setor mais competitivo, destacaram Amaury e Flávio.

Segundo Castellari a parceria pode, inclusive, garantir às associadas UDOP ao livre acesso de tecnologias produzidas pelo Parque Tecnológico de Piracicaba. “A UDOP já pode dizer hoje que possui um Parque Tecnológico. Quem sabe até criamos no futuro um braço tecnológico do Parque em Araçatuba, por exemplo, onde está localizada a sede da UDOP”.

A aproximação UDOP e APLA vem ocorrendo desde o ano passado, quando o APLA se tornou o Apoio Internacional dos dois principais eventos promovidos pela entidade, o Congresso Nacional da Bioenergia e o Seminário UDOP de Inovações. Em 2021 esta parceria será ainda mais aprofundada, agora com a internacionalização dos eventos, que ganhará painéis com a participação de outros importantes elos do setor no exterior.

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