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Etanol no Brasil ajuda Ebitda da Raízen Energia em 18/19, diz Cosan

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A Cosan manteve a perspectiva de geração de caixa pela Raízen Energia na safra 2018/19 em razão do cenário favorável ao etanol no Brasil, compensando os baixos preços internacionais do açúcar e a menor moagem prevista pelo grupo sucroenergético, disse um executivo da empresa nesta sexta-feira.

De qualquer forma, caso se confirme a previsão, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficaria inferior aos 4,09 bilhões de reais de 2017/2018.

Na véspera, a Cosan revisou o guidance da Raízen Energia para a atual temporada, estimando um processamento de cana até 1 milhão de toneladas menor, em no máximo 66 milhões de toneladas, pela maior empresa global do setor sucroalcooleiro.

Mas a projeção para fabricação de açúcar e etanol não foi alterada, nem o Ebitda da Raízen Energia, mantido entre 3,4 bilhões e 3,8 bilhões de reais no ciclo iniciado em abril.

“Seguimos confiantes com o cenário de Ebitda, mesmo com o cenário de baixos preços do açúcar, que devem ser compensados com o etanol e com eficiência operacional”, disse o gerente-executivo de Relações com Investidores da Cosan, Phillipe Casale, durante teleconferência com analistas e investidores.

Joint venture entre Cosan e Shell, a Raízen conta agora com 26 usinas no Brasil, após adquirir duas unidades da Tonon no ano passado. Na temporada anterior, a empresa processou 61,2 milhões de toneladas de cana na temporada passada.

Nos últimos meses, o etanol vem se mostrando atrativo para toda a cadeia produtiva brasileira, na esteira de uma melhor competitividade do biocombustível ante a gasolina e da forte queda das cotações do açúcar na Bolsa de Nova York.

Em abril, por exemplo, as unidades do centro-sul do Brasil produziram quase 70 por cento mais etanol, com vendas 10 por cento superiores na comparação anual, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Sobre a estratégia de comercialização de etanol pela Raízen Energia nesta safra, Casale afirmou que isso é discutido todas as semanas dentro da empresa.

“A estratégia vai depender de como estão os preços dos produtos, mas vamos maximizar a produção de etanol neste ano, pois tem remunerado melhor que o açúcar”, comentou.

ARGENTINA

Casale também afirmou que a recente crise cambial na Argentina não afeta “em nada” a aquisição de ativos da Shell no país pela Raízen Combustíveis, o braço de distribuição da joint-venture.

“Não muda em nada a ideia do negócio… A qualidade do ativo nesse segmento é uma avenida de crescimento para nós”, disse.

O negócio entre as empresas foi fechado no fim de abril por quase 1 bilhão de dólares e envolve a totalidade do negócio de downstream da Shell na Argentina, algo antecipado pela Reuters em agosto de 2017. (Reuters)

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