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Abastecer no frio é melhor para o bolso?

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Temperatura causa variação na quantidade de combustível; mas será que a diferença é mesmo relevante?

A densidade dos combustíveis sofre alteração com a variação de temperatura. Circula pela internet um boato que afirma que, se um motorista abastece seu carro pela manhã, quando a temperatura é mais baixa, ele ganha em quantidade de combustível. O contrário ocorre com aquele que abastece seu veículo às 15 h, com dia mais quente.

Isso acontece porque, em temperaturas mais baixas, o líquido fica mais denso, ou seja, em um litro de combustível, haverá mais massa (mais peso). Mas será que, na prática, a lógica funciona?

“A variação é bem pequena, mas existe. Em um país onde as temperaturas mínima e máxima têm uma disparidade de 10°C, como no Brasil, a diferença total, na gasolina, corresponderá a aproximadamente 1,2% do volume abastecido”, explica o professor do departamento de mecânica da Universidade Federal de Minas Gerais, José Eduardo Mautone.

O que isso significa? Se considerarmos a gasolina com um preço de R$ 4,18, encher um tanque de 50 litros de gasolina em um dia no qual a temperatura estiver 20°C gera uma economia de R$ 2,09 em relação à mesma ação em um dia de 30°C.

É preciso considerar, no entanto, que os combustíveis são expostos à variação de temperatura por muito pouco tempo enquanto o carro é abastecido e que, tanto a gasolina quanto o etanol, são acondicionados em tanques subterrâneos isolados termicamente. De acordo com o professor, essa variável torna a diferença insignificativa.

Abastecer pela manhã faz mesmo diferença? Professor da Universidade Federal de Minas Gerais calculou a diferença densidade dos combustíveis de acordo com a variação de temperatura e responde.
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O índice da variação da densidade não é o mesmo para gasolina e etanol. O derivado do petróleo é mais sensível aos efeitos da temperatura por ser formado por diversos hidrocarbonetos que evaporam em diferentes velocidades e alteram sua densidade. O etanol, por ser um produto mais puro, só apresenta uma variação.

Na ponta do lápis, se o fator tanque não existisse, a diferença de densidade no etanol, segundo Mautone, seria de aproximadamente 1%.

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