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Práticas de manejo e conservação de solos fazem parte do temário do Muda Cana

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Planejamento agrícola na área de manejo e conservação de solos, desenvolvimento de projetos de sistematização, uso da agricultura de precisão na aplicação de insumos a taxa variável estão entre os temas que serão abordados pela Athenas Consultoria Agrícola e Laboratório no programa Muda Cana, que é voltado à capacitação contínua de produtores.

Experiências de empresas e instituições, que têm forte atuação no setor sucroenergético – entre as quais, a Athenas –, serão compartilhadas no Muda Cana, que é uma iniciativa da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana).

O conteúdo desse programa tem como base o tripé “gestão do negócio, matriz de risco, produtividade e sustentabilidade”. O objetivo é oferecer condições e apoio para que a atividade do produtor se torne cada vez mais lucrativa, competitiva e sustentável.

Uma das maneiras de otimizar recursos, elevar a eficiência e ampliar os ganhos é realizar, por exemplo, a sistematização adequada da área de cana para colheita e plantio mecanizados, o que tem sido inclusive um grande desafio para produtores e unidades sucroenergéticas.

Os diversos aspectos relacionados ao desenvolvimento e à execução dos projetos de sistematização serão detalhados pela Athenas durante o Muda Cana. Vários fatores precisam ser levados em conta para a obtenção de resultados positivos neste procedimento. 

O desenho da sulcação deve ser o mais reto possível ou no formato de um arco – exemplifica o engenheiro agrônomo Marcos Malerba Fernandes, consultor e sócio da Athenas. Quanto mais acentuada a curvatura em uma determinada área, maior será o pisoteio – constata.

Para planejar e executar as atividades voltadas ao manejo, conservação e sistematização da área, de maneira eficiente, o produtor precisa – orienta – entender o conceito das principais classificações do solo; o regime hídrico da região; a correlação da erosão com a sistematização; a interligação das características morfológicas do solo com o planejamento da implantação do canavial, entre outros itens.

A Athenas abordará no Muda Cana, entre outros assuntos, o conceito de unidades de manejo que vai além da definição de ambientes de produção – compara. “Existe uma grande variação de tipos de solo – em torno de noventa – mas, é possível, no entanto, trabalhar diferentes áreas, ou seja, unidades de manejo, de forma semelhante”, comenta.

De acordo com ele, o ambiente de produção é uma das informações utilizadas em unidades de manejo. Outros fatores importantes são as características climáticas e do solo.

É preciso também considerar o regime hídrico da região para ajustar a colheita de cada área e propriedade.

O uso consciente dos insumos, a partir do monitoramento da fertilidade, é outro item que deve ser considerado no manejo e conservação do solo.

A utilização da agricultura de precisão para a aplicação de insumos também fará parte das explanações da Athenas durante o Muda Cana.

Minimizar dificuldades – Existe a necessidade de rever conceitos, mesmo depois de trinta a quarenta anos de experiência no setor, costuma dizer o engenheiro agrônomo Jairo Antonio Mazza, diretor da Athenas Consultoria Agrícola e Laboratório e professor da Esalq/USP, de 1989 a 2016 – lembra Marcos Malerba Fernandes.

Segundo ele, o produtor deve estar inquieto, sempre buscar informações e não aceitar 100% das verdades. O Muda Cana desempenha um papel importante para a formação e capacitação do fornecedor – ressalta Marcos Fernandes. O programa da Orplana possibilita a difusão de experiências e conhecimento para produtores que não têm facilidade de acesso a esse conteúdo – diz. Diversos fornecedores de cana não possuem o mesmo nível de informação e profissionalização do grande produtor.

O Muda Cana terá um alcance muito grande, criando condições para que as informações também cheguem ao pequeno produtor – constata. Esse programa de capacitação técnica e gerencial terá conteúdo compartilhado por meio de uma plataforma de Ensino a Distância (EAD), além de contar com um trabalho de extensão no campo, possibilitando que todos os produtores interessados se inscrevam no programa. Para isto, é preciso apenas estar vinculado a uma das 32 associações filiadas à Orplana.

De acordo com Marcos Fernandes, é preciso usar a informação e a tecnologia para elevar os ganhos e minimizar problemas, incertezas e eventuais perdas durante os períodos adversos. “Cada ano é diferente do outro. E, em muitas ocasiões, provoca surpresas por causa das dificuldades”, avalia. Segundo ele, com a aquisição de novos conhecimentos e conceitos, é possível “sofrer” menos no ano mais seco e buscar melhores resultados.

A tecnologia deve ser utilizada para reduzir as oscilações em função das adversidades climáticas e financeiras, inclusive quando há preço baixo de ATR e queda da produtividade – recomenda. “Produtores e usinas devem buscar alternativas de manejo que diminuam o impacto de um ano ruim”, enfatiza.

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