Usina é multada em R$ 459 mil por incêndio em pastos e plantação de cana

A empresa Bunge foi multada em R$ 459 mil por um incêndio que atingiu 458,5 hectares na zona rural de Bom Jesus do Tocantins, na região central do estado. A multa foi aplicada pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Está é a terceira vez que a empresa é multada por incêndios no estado.

A empresa informou que a usina de Pedro Afonso (TO) não realiza queimadas para a colheita da cana-de-açúcar e vai recorrer da multa.

Conforme o Naturatins, o incêndio ocorreu entre os dias 20 e 21 de agosto em uma plantação de cana-de-açúcar, em uma propriedade rural arrendada pela empresa. Porém, o fogo também atingiu uma pastagem do mesmo proprietário rural que arrendou a área.

O auto de infração foi aplicado na última terça-feira (28) após os fiscais percorrerem o terreno devastado.

Em julho de 2017, a empresa recebeu uma multa de R$ 279 mil por destruir 118,98 hectares, incluindo 31,20 hectares do cerrado que estavam dentro de uma reserva legal. Em 2015, a multa foi ainda maior, R$ 2,6 milhões pelo mesmo crime.

Outro lado
A Bunge informou que possui 100% da sua operação de colheita mecanizada e, portanto, eliminou há anos uso da prática de queima da cana-de-açúcar nas áreas agrícolas de suas usinas. “Todas as etapas de produção da empresa, desde a colheita até a industrialização, foram desenvolvidas para consumo de cana crua”, afirmou em nota.

Além disso, afirmou que investe em tecnologias para controle e combate de incêndios e no aceiramento dos canaviais.

Em relação à multa aplicada pelo Naturatins, Bunge informou que não havia atividade da empresa naquele local antes do incêndio. “Além disso, lembra que possui equipes próprias e altamente treinadas para auxiliar no combate ao fogo, as quais atuaram prontamente no combate ao incêndio ocorrido.”

Entenda
A usina da empresa na região de Pedro Afonso produz biocombustível. As queimadas em canaviais normalmente são feitas com autorizações especiais do Naturatins, mas todas as autorizações ficam suspensas no período de seca em função dos ventos fortes, da falta de chuva e da baixa umidade do ar no estado.

Neste ano, o instituto suspendeu a emissão de autorizações de queima controlada até 30 de outubro, em todo o estado.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui