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FS Bioenergia terá segunda usina de etanol de milho

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A FS Bioenergia anunciou um investimento de cerca de R$ 1 bilhão em uma nova usina de etanol de milho, a ser construída no município de Sorriso (MT). O plano prevê uma unidade industrial com capacidade para produção de até 530 milhões de litros do combustível por ano, de acordo com o comunicado oficial divulgado pela empresa.

O projeto vai ser realizado em duas etapas. A primeira deve consumir a maior parte do investimento previsto, R$ 700 milhões, para a fabricação de 265 milhões de litros de etanol de milho. Os cerca de R$ 300 milhões restantes serão alocados na ampliação da capacidade produtiva.

Ainda conforme a empresa, a estrutura terá capacidade para armazenar cerca de 400 mil toneladas de milho, a única matéria-prima a ser usada na produção. A expectativa é movimentar a cada ano um volume de 1,3 milhão de toneladas do cereal, gerando, além do biocombustível, 340 mil toneladas de farelo e 17 mil toneladas de óleo.

A unidade de Sorriso será a segunda da FS Bioenergia, que tem como sócios um grupo brasileiro e um americano. A empresa tem uma usina também em Lucas do Rio Verde (MT). Com as duas unidades em pleno funcionamento, a capacidade de produção deve saltar para 1,06 bilhão de litros de etanol, 680 mil toneladas de farelo e 34 mil toneladas de óleo de milho.

O investimento da empresa é anunciado em meio a uma expectativa de crescimento da produção do biocombustível a partir do cereal, especialmente no Centro-oeste do Brasil. De acordo com a União Nacional de Etanol de Milho (Unem), o potencial é passar dos níveis atuais, em torno de 700 milhões de litros, para até 3,5 bilhões em cinco anos.

A consultoria INTL FC Stone estima um volume de 1,2 bilhão de litros d de etanol de milho já na safra 2019/2020, 30,5% a mais que o estimado para a safra 2018/2019. A empresa considera um cenário de acomodação no mix de produção de cana, que deve ter uma proporção pouco maior de direcionamento para o açúcar.

Fonte: Globo Rural

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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

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