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Itaú BBA revê suas projeções para a economia; Confira

Com a alta do dólar e com o cenário imprevisível para o câmbio para o restante do ano, como o produtor de cana, que não antecipou suas compras para os tratos culturais, tão necessários pós-colheita, saberá o melhor momento para compra destes insumos?
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Diante dos efeitos negativos causados pela pandemia do Coronavírus (Covid-19) no primeiro semestre deste ano, o Itau BBA fez uma revisão sobre seus números para a economia brasileira em 2020. O documento, enviado para clientes do banco, apontam para um crescimento do PIB em 0,7%, ante ao anteriormente projetado, de 1,8%.

No entanto, para 2021 elevou suas projeções para crescimento da economia em 5,5%, ante a 3% projetado para o ano de 2020. Para o câmbio, Itaú BBA revisou a taxa de câmbio e agora projeta R$4,60 por dólar em 2020, e não mais R$ 4,15. Mas mantem os R$ 4,15 para o ano de 2021.

Para o déficit primário, o banco piorou suas expectativas, de 1,1% para 3,1% do PIB em 2020, e de 0,6% para 0,8% do PIB de 2021.

A inflação deve cair, de acordo com projeção do banco, de 3,3% para 2,9% este ano. E de 3,5% para 3,3% em 2021. A Taxa Selic deve ser de 3,25% ao ano ao final de 2020 e de 3,75% ao ano ao final de 2021.

Queda do crescimento em outros países

Com a pandemia do Coronavírus controlada na China e em outros países asiáticos, mas com a expansão da doença por diversos países do mundo, as precisões para o crescimento do PIB a nível global caem de 2,7% para 0,4%.

Na China, a queda é de 5,4% para 3,3%. Na Europa de 0,6% para -2,2%, nos EUA de 2,2% para -0,1%, na América Latina, de 2,2% para -2,2%. De acordo com o banco, as revisões se dão porque os governos deverão priorizar a saúde pública. Isso, mesmo a um custo econômico de curto prazo que tende a ser bastante elevado, mas que não será permanente, afirmam.

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O Itaú BBA destaca ainda que as respostas de política econômica atenuam o aperto financeiro decorrente do choque, e serão muito importantes para evitar cenários ainda piores para a economia global.

“Na América Latina, não há muito espaço para respostas via política fiscal, mas está em curso um maior afrouxamento da política monetária”, afirmou banco em relatório enviado a clientes.

(Por Natália Cherubin)

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