Home Destaque Justiça suspende decisão anterior sobre reabertura de usina
DestaqueIndústriaMercadoUsinas

Justiça suspende decisão anterior sobre reabertura de usina

Compartilhar

Decisão liminar atende um recurso apresentado pelo Governo Estadual e revoga uma determinação judicial anterior que garantia crédito fiscal posto em lei estadual para a CooafSul reativar a usina Estreliana em Ribeirão.

Com isso, frustra toda a região, que inclusive fazia carreata na cidade quando recebeu a notícia, pois impede a geração de 2,7 mil empregos direitos e R$ 9,5 milhões em ICMS para Pernambuco.

Nesta sexta-feira (11), enquanto parte da população de Ribeirão realizava uma carreata na cidade em celebração à reabertura da usina Estreliana pela Cooperativa agroindústria (CooafSul) na próxima segunda-feira (14), uma decisão liminar de um desembargador da 4ª Câmara Direito Público do Recife  frustrou a abertura do empreendimento, com prejuízo para a Mata Sul.

O desembargador Itamar Junior concedeu liminar em favor da Procuradoria da Fazenda Estadual, revertendo a decisão judicial anterior que garantia os créditos fiscais de leis estaduais, válidas até 2022, para cooperativas de fornecedores de cana reativarem usinas fechadas em PE, a exemplo do caso da CooafSul em relação à Estreliana, fechada há mais de um ano.

“Enquanto isso não for revisto, infelizmente, não temos mais como reabrir a usina, como estava previsto para a próxima segunda-feira (14)”, critica Alexandre Andrade Lima, presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP). Sem a volta da usina, perde o trabalhador, cerca de 2,7 mil empregos direitos na fábrica e no campo, sem falar nos trabalhos indiretos que giram em torno de uma unidade fabril deste porte.

Perda também toda a econômica da região e a população que celebrava a reativação da Estreliana. “Pernambuco é outro que perde, pois deixará de arrecadar R$ 9,5 milhões em ICMS sobre o etanol que seria fabricado na unidade”, repudia Lima, cobrando explicações do Governo do Estado.

O parque da usina Estreliana já havia recebido um investimento de R$ 7,5 milhões, com recursos próprios dos fornecedores de cana da CooafSul, além de mais R$ 140 mil em licenças para os cofres do Governo Estadual e outros R$ 300 mil em consultorias e despesas especializadas.

“Tudo isso foi investido e realizado com apoio anterior do governador Paulo Câmara, inclusive nos reunimos com ele nesta semana e falamos sobre a reabertura da usina na segunda. E, agora, somos surpreendidos com essa decisão judicial, com argumentações que iremos recorrer, mas teremos que aguardar a decisão final. Até lá, infelizmente, a usina continua parada para o prejuízo de todo o comércio da região”, diz Lima.

Compartilhar

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
açucar
Últimas NotíciasMercado

Petróleo e câmbio pressionam açúcar; mercado teme aumento da oferta global

Queda do petróleo reduz competitividade do etanol, enquanto desvalorização do real favorece...

DestaqueÚltimas Notícias

Patente do IAC amplia potencial da cana para produção de etanol celulósico, SAF e açúcar

Tecnologia desenvolvida pelo IAC em Ribeirão Preto aumenta a produção de biomassa,...

açucar
MercadoÚltimas Notícias

Açúcar recua com dólar firme e expectativa de acordo entre EUA e Irã

Os contratos futuros do açúcar fecharam em baixa na sexta-feira, pressionados pela...

Últimas NotíciasMercado

Açúcar fecha misto com dólar forte, mas déficit projetado pela Czarnikow limita perdas

Açúcar bruto recua em Nova York, enquanto açúcar branco avança em Londres;...