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Para economizar em logística, Atvos adota sistema de torre similar a aeroportos

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Uma das maiores produtoras de etanol do País, a Atvos está investindo R$ 3,5 milhões em um sistema de gestão e monitoramento em tempo real de toda a entrega de etanol e açúcar da companhia, com a implantação de uma torre de controle integrada, similar àquelas utilizadas em aeroportos. A estimativa é de uma economia de R$ 8 milhões por ano em custos logísticos.

Batizado de GLog, o projeto contará com uma torre de controle que fará a gestão e o monitoramento em tempo real, sete dias por semana, do processo logístico desde a programação na expedição de produtos até a entrega aos clientes. Segundo a companhia, a torre dará mais previsibilidade aos despachos e resolverá eventuais gargalos.

Nos aeroportos, as torres de controle atuam para que aviões possam decolar ou pousar de forma orquestrada, em caso de atraso ou chegada antes do previsto. Na logística, são salas de comando que monitoram, em tempo real, a cadeia de entregas da empresa. Nelas, são feitos ajustes finos da operação, principalmente quando há atrasos e até acidentes. Segundo o sócio-diretor do Instituto ILOS de logística, Maurício Lima, “rastrear a carga é importante, mas o controle envolve agir em tempo real quando o problema acontece.”

O consultor acrescenta que no caso de usinas de etanol, muitas vezes, há filas para abastecer a frota. “Para dar fluxo  à operação, as torres de controle funcionam muito bem. Mas não basta ter um sistema com tecnologia, é preciso equipe treinada, rodando todos os dias e não só em horário comercial”, observa.

De acordo com a Atvos, o projeto começou na unidade de Costa Rica (MS) e vai coordenar o fluxo de acesso ao multimodal ferroviário. Até o fim do ano, o projeto será implementado em todas as unidades da empresa, abrangendo todos os fluxos logísticos. Controlada pelo fundo norte-americano Lone Star, a Atvos segue em processo de recuperação judicial.

Fonte: Broadcast via O Estado de São Paulo 

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