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Índia vai pressionar por emissões “negativas” de carbono antes de 2050, dizem fontes

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A Índia deseja pressionar os países desenvolvidos a negativarem suas emissões líquidas de carbono em vez de zerá-las, até 2050, argumentando que a medida daria às economias dos mercados emergentes mais tempo para usar combustíveis fósseis para as necessidades de desenvolvimento, disseram duas fontes do governo indiano.

A Índia, que está resistindo aos apelos para que se comprometa com um prazo para eliminar gradualmente seu próprio uso de carvão e outros combustíveis fósseis, deve apresentar sua proposta na cúpula climática COP28, em Dubai, no final deste ano.

“Os países ricos devem se tornar emissores líquidos negativos antes de 2050 para permitir que o mundo atinja a meta de zero emissões líquidas globais até aquele ano e, ao mesmo tempo, permitir que as nações em desenvolvimento usem os recursos naturais disponíveis para o crescimento”, disse uma das autoridades governamentais.

Os países desenvolvidos, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Japão, têm como meta zerar suas emissões líquidas até 2050. A China se comprometeu com a meta até 2060, enquanto a Índia se comprometeu a atingir esta meta até 2070.

A neutralidade de carbono significa que a quantidade de dióxido de carbono liberada na atmosfera por qualquer atividade é compensada por uma atividade adicional para remover uma quantidade equivalente. O carbono negativo é um passo adiante e exige que um país remova mais CO2 da atmosfera do que emite.

As discussões sobre a COP28 estão ocorrendo em um momento em que eventos extremos relacionados ao clima levaram a ondas de calor e monções erráticas, e os cientistas têm pedido ações imediatas.

A Índia pretende continuar resistindo à pressão das economias desenvolvidas para fixar um prazo para a redução gradual dos combustíveis fósseis e, em vez disso, prefere mudar o foco para a redução geral das emissões de carbono por meio de “tecnologias de redução e mitigação”, disseram três autoridades.

Nenhuma das autoridades quis ser identificada, pois as discussões são privadas e uma posição final ainda não foi firmada.

A COP28 ocorrerá entre 30 de novembro e 12 de dezembro.

Reuters/Sarita Chaganti Singh

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