Home Últimas Notícias Aprovação do Combustível do Futuro é ‘passo decisivo rumo à bioeconomia’, diz NovaBio
Últimas Notícias

Aprovação do Combustível do Futuro é ‘passo decisivo rumo à bioeconomia’, diz NovaBio

Compartilhar

– A aprovação do Projeto de Lei Combustível do Futuro na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (13/03) é mais uma etapa vencida para que o Brasil possua uma política consistente de transição energética. Essa é a visão da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) em relação ao PL, que prevê aumento na adição de etanol na gasolina, além de impulsionar a produção de combustível sustentável para aviação (SAF, na sigla em inglês) e de biometano no País.

Com 429 votos a favor, 19 contra e três abstenções, a matéria agora seguirá para análise no Senado Federal. “A aprovação desta medida foi um passo decisivo rumo à bioeconomia. A votação quase unânime na Câmara demonstra que este projeto certamente não cairá no vazio legislativo. O Combustível do Futuro é estratégico para que a transição energética ocorra de forma sustentável e com bases bem fundamentadas no Brasil”, afirma Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio. A entidade reúne 35 usinas do setor sucroenergético em 11 estados brasileiros.

Etanol, biodiesel, biometano e SAF

Dentre as principais propostas aprovadas no PL, com relatoria do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), consta a elevação do percentual de mistura de etanol anidro na gasolina, hoje em 27%. “A adição de etanol na gasolina, cuja base legal era de um mínimo de 18% e um máximo de 27%, com o novo PL subirá de 22% para 35%, com possibilidade de estabelecer, no curto prazo, a mistura de 30%, a depender de estudos técnicos do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)”, explica o presidente-executivo da NovaBio.

Em relação à mistura de mais biodiesel no diesel de origem fóssil, hoje na proporção de 14%, o texto estabelece que este percentual atinja 20% em 2030. A proposta, no entanto, considera esta meta como “referência”. O CNPE ainda fará avaliações de mercado, preços e disponibilidade do produto para a adoção da medida.

O estímulo à produção e utilização de biometano também foi contemplado, propondo um piso de 1% de inserção do produto renovável no gás natural a partir de 2026, com um limite máximo de 10% em 2034. Mas, por enquanto, a medida não estabelece um calendário definido. Tal decisão dependerá de estudos a serem realizados pelo CNPE, que fixará meta anual de redução de emissões de gases do efeito estufa para o mercado de gás natural. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficará responsável pela criação de metodologia de cálculo de verificação da redução de emissões, além de fiscalizar o cumprimento da lei.

O Combustível do Futuro igualmente criará regras para o desenvolvimento de uma indústria doméstica de SAF (sigla em inglês para combustíveis sustentáveis para aviação), com o objetivo de tornar o Brasil um produtor e não um mero exportador de matérias-primas para a fabricação do novo biocombustível em outros países.
“Estas medidas são um passaporte para o País situar-se na vanguarda da bioeconomia global. No segmento da cana-de-açúcar, dispomos de um imenso potencial para aumentar a produção de etanol, biodiesel, SAF e biometano”, conclui Cunha, que também preside o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçucar/PE).

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Raízen Energia aprova mudanças no estatuto para avançar em conversão de registro na CVM

A Raízen Energia aprovou, por unanimidade, a reforma e consolidação de seu...

Últimas NotíciasDestaque

Centro-Sul pode encerrar safra com 14 milhões de toneladas de cana bisada

Pecege estima moagem de 640,7 milhões de toneladas em 2026/27, com produtividade...

Últimas Notícias

Irrigação na cana exige planejamento integrado e gestão eficiente da água

Segundo diretor agrícola da bp bioenergy, estratégia deve considerar disponibilidade hídrica, solo,...

AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Preço do açúcar bruto recua na ICE após atingir máxima de 16 meses

Os futuros do açúcar bruto negociados na ICE recuaram em relação às...