Home Últimas Notícias Produtores e comerciantes do etanol sem fins carburantes conseguem aliviar a carga fiscal
Últimas Notícias

Produtores e comerciantes do etanol sem fins carburantes conseguem aliviar a carga fiscal

Compartilhar

Decreto corrige a desoneração de PIS/COFINS na cadeia do etanol

Como esperado, o governo enfim editou o Decreto nº 12.535, de 24 de junho de 2025, fixando um novo coeficiente de redução das alíquotas das contribuições incidentes sobre a receita bruta auferida na venda de etanol (álcool) não combustível, de que trata o artigo 5º, § 8º, da Lei nº 9.718/98, na redação conferida pela Lei Complementar nº 214/2024.

Com base na nova orientação, os produtores e comerciantes do álcool sem fins carburantes conseguiram aliviar a carga fiscal sobre a cadeia do álcool, evitando prejuízos mais profundos para a indústria e o mercado.

Relembrando, com a edição da Lei Complementar nº 214/2024, a cadeia do álcool não carburante passou a ser tributada sob a alíquota conjunta de 29,4% de PIS/COFINS, com a mitigação da monofasia inicialmente desenhada para o sistema, majorando significativamente o álcool não carburante e aqueles produtos que levam álcool na sua composição.

Com o novo decreto, as empresas que aderiram ao RECOB (regime especial de apuração e pagamento de PIS/COFINS na cadeia do álcool previsto no artigo 5º, § 4º, da Lei nº 9.718/98), nas operações com etanol não carburante, poderão aplicar o coeficiente de redução de 0,7552, com utilização da alíquota unificada de 7,2%, válida para esse ano e que passará a valer para todos os contribuintes a partir de 2026.

A tributarista do Candido Martins Cukier Advogados, Tatiana Cappa Chiaradia, explica que a medida traz novo equilíbrio e racional à cadeia do álcool não carburante que, desde o início de 2025, estava afligindo os produtos e comerciantes com a majoração significativamente elevada e que estava colocando em risco a manutenção das atividades. “Após tudo que passamos na pandemia, a utilização do álcool como higienizador e aplicado aos produtos de limpeza, por exemplo, ganhou grande fatia do mercado brasileiro que, com a majoração inicialmente imposta, colocava em risco a manutenção dos produtos nas prateleiras, dado o custo elevado fiscal até chegar ao consumidor final”, diz Chiaradia.

 

Compartilhar

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Episódio 19: Ameaça a produtividade dos canaviais: doenças e nematoides. Como se proteger?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Raízen tomba 44% no ano, volta a ser penny stock e entra de novo na mira de sanção da B3

As ações da Raízen entraram novamente no radar de sanções da B3....

Últimas Notícias

Etanol de milho é um dos pivôs da crise da Raízen, que renegocia dívida de R$ 65,1 bilhões

Empresa de biocombustível aumentou produção de etanol a partir do bagaço da...

açúcar
Últimas Notícias

Produção de açúcar da Índia atinge 26,17 milhões de toneladas até 15 de março, alta de 10%

A produção de açúcar na Índia alcançou 26,17 milhões de toneladas até...

Últimas NotíciasDestaque

Credores querem maior injeção de capital na Raízen para tratar sobre conversão da dívida

Detentores de dívida da empresa querem que acionista coloque R$ 12,5 bilhões...