Entidade afirma que funcionários não receberam verbas rescisórias e enfrentam atrasos em salários e benefícios.
Pelo menos 350 trabalhadores da Usina Carolo, localizada em Pontal (SP), na região de Ribeirão Preto, foram demitidos nos últimos dias, segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Açúcar.
De acordo com o presidente da entidade, Antônio Vitor, os funcionários ainda não receberam as verbas rescisórias e também têm salários atrasados. Segundo o dirigente sindical, além da rescisão, há pelo menos uma folha de pagamento em aberto, referente ao mês de fevereiro, que deveria ter sido quitada até o quinto dia útil de março.
Pela legislação trabalhista, a empresa tem prazo de até 10 dias após a demissão para efetuar o pagamento das verbas rescisórias, incluindo aviso prévio, 13º salário proporcional, férias proporcionais e a liberação do saldo do FGTS com a multa de 40%.
O sindicato também afirma que os trabalhadores enfrentam atrasos no pagamento de benefícios. Segundo a entidade, há cerca de três meses não eram pagos itens como vale-alimentação, além de problemas relacionados ao convênio médico, que teria sido descontado dos funcionários sem o devido repasse ao plano de saúde.
Ainda de acordo com o sindicato, em alguns casos valores descontados para pensão alimentícia também não teriam sido repassados aos beneficiários.
No último 6 de março, cerca de 50 trabalhadores realizaram uma manifestação em frente à usina para denunciar os atrasos salariais e a falta de pagamento dos benefícios previstos em acordos trabalhistas.
A Usina Carolo já havia enfrentado outros episódios recentes. Em novembro de 2025, a empresa foi alvo de mandado de busca e apreensão para reintegração de posse de máquinas agrícolas avaliadas em cerca de R$ 50 milhões, em ação movida por uma companhia que alegou falta de pagamento de aluguel dos equipamentos desde maio do mesmo ano.
Além disso, a usina também foi citada nas investigações da Operação Carbono Oculto, que apura possíveis irregularidades no setor de combustíveis.
A EPTV, afiliada da TV Globo, informou que tentou contato com a administração da usina, mas não obteve retorno até o momento.
Com informações do G1
