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Alta do petróleo sustenta preços do açúcar, apesar de cenário de superávit global

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Os futuros do açúcar negociados na ICE subiram nesta terça-feira, 17, com a valorização dos preços do petróleo, depois que o Irã voltou a atacar instalações petrolíferas em países do Golfo Pérsico alinhados com os Estados Unidos.

O contrato do açúcar bruto com vencimento em maio subiu 0,26 centavo de dólar, ou 1,8%, a 14,45 centavos de dólar por libra-peso. Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco subiu 3%, para US$ 426,00 a tonelada.

A valorização foi impulsionada pela alta do petróleo, que subiu mais de 2% no dia. O movimento tende a fortalecer os preços do etanol e incentivar as usinas a direcionarem maior volume de cana para a produção do biocombustível em detrimento do açúcar.

Esse cenário ocorre após forte queda recente nas cotações. No início do mês, os preços do açúcar atingiram o menor nível em contratos próximos em 5,25 anos, diante das expectativas de manutenção de um superávit global.

Projeções de diferentes consultorias reforçam esse cenário. Analistas da Czarnikow estimam superávit global de 3,4 milhões de toneladas na safra 2026/27, após excedente de 8,3 milhões de toneladas em 2025/26. A Green Pool projeta superávit de 2,74 milhões de toneladas em 2025/26 e de 156 mil toneladas em 2026/27. Já a StoneX estima excedente global de 2,9 milhões de toneladas na safra 2025/26.

A Organização Internacional do Açúcar (ISO) também projeta superávit de 1,22 milhão de toneladas em 2025/26, após déficit de 3,46 milhões de toneladas no ciclo anterior. Segundo a entidade, o aumento da produção em países como Índia, Tailândia e Paquistão está entre os principais fatores por trás desse movimento, com expectativa de crescimento de 3,0% na produção global, para 181,3 milhões de toneladas.

Por outro lado, sinais de menor produção no Brasil oferecem suporte aos preços. Dados da Unica indicam que a produção de açúcar no Centro-Sul caiu 36% na segunda quinzena de janeiro, totalizando apenas 5 mil toneladas no período. No acumulado da safra 2025/26 até janeiro, porém, a produção ainda registra leve alta de 0,9%, somando 40,24 milhões de toneladas.

Com informações da Barchart

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