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Grupo Batatais inicia moagem de cana com perspectiva de safra 15% maior em 2026/27

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Companhia começou a safra apostando fortemente no mercado de etanol

A Batatais, grupo sucroenergético que tem duas unidades em São Paulo, iniciou as atividades de colheita e moagem de cana da safra 2026/27 nesta semana. A usina Batatais, localizada no município de mesmo nome, deu início às operações nesta segunda-feira, 23; e a Cevasa, localizada em Patrocínio Paulista, deve iniciar no dia 30 de março.

Segundo o sócio e presidente da companhia, Bernardo Biagi, existe preocupação com o abastecimento de diesel, mas por enquanto as operações estão ocorrendo sem intercorrências. “Estão entregando [diesel]. Mas isso vai depender de quanto durar a guerra”, afirmou.

A companhia espera registrar um crescimento expressivo na moagem de cana-de-açúcar nesta temporada, com ajuda dos canaviais adquiridos da usina Santa Elisa.

Somadas as duas usinas, a companhia deve processar nesta temporada um volume 15% maior do que na safra passada, totalizando 6,25 milhões de toneladas. Cerca de metade do aumento do volume de cana deve ser dos novos canaviais.

No ano passado, a Raízen vendeu os canaviais da Santa Elisa para um grupo de seis usinas da região de Ribeirão Preto (SP) e hibernou a unidade industrial. A transação envolveu no total 52 mil hectares de lavouras pertencentes a fornecedores, cujos contratos foram repassados para as usinas compradoras.

A Batatais iniciou a safra apostando fortemente no mercado de etanol. “O preço do açúcar caiu muito. Estava em torno de R$ 70 a saca, com um custo de R$ 90 a saca. E, em meio à guerra, é importante termos o etanol”, afirmou Biagi.

A estimativa inicial para 2026/27 é que a companhia aumente a produção do biocombustível em 68,5%, para 281,2 milhões de litros de etanol, e reduza a fabricação de açúcar em 13,7%, para 7,9 milhões de sacas de 50 quilos.

Além disso, a usina Cevasa planeja comercializar 116,3 mil megawatt-hora (MWh) de energia cogerada do bagaço da cana.

*Globo Rural

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