O mercado spot de açúcar cristal branco no estado de São Paulo registrou maior movimentação ao longo da última semana, com compradores mais ativos na recomposição de estoques diante da recente reação dos preços e da expectativa de novos avanços no curto prazo. Nesse cenário, o Indicador do CEPEA/ESALQ para o cristal branco no estado voltou a subir, operando próximo de R$ 104 por saca de 50 kg.
A valorização ocorre em um contexto de oferta mais restrita, típico do período de entressafra, o que reforça o viés de alta para o adoçante no mercado doméstico. Ainda assim, mesmo com a recuperação dos preços no spot paulista, o mercado externo seguiu mais atrativo por mais uma semana, segundo cálculos do Centro de Pesquisas.
O movimento de alta também levou o Indicador CEPEA/ESALQ (Icumsa 130-180) a voltar a superar o patamar de R$ 100 por saca de 50 kg. No cenário internacional, as cotações do açúcar demerara avançaram com maior intensidade, mantendo, pela segunda semana consecutiva, a exportação mais vantajosa que a comercialização no mercado interno — condição que não era observada desde julho do ano passado.
Na ICE Futures, os preços do demerara atingiram os maiores níveis desde outubro de 2025. De acordo com o Cepea, o movimento tem sido influenciado principalmente pelo cenário geopolítico, com destaque para os conflitos no Oriente Médio, que têm sustentado os preços do petróleo em patamares elevados — os maiores dos últimos três anos.
Apesar do suporte no curto prazo, as projeções para o mercado global indicam um cenário de maior equilíbrio. Segundo o Cepea, a expectativa de superávit na produção mundial de açúcar na safra 2026/27 tende a limitar avanços mais expressivos nas cotações externas. Ainda que a margem desse excedente venha diminuindo, a perspectiva de produção robusta em países como Brasil, Índia e Tailândia segue apontando para uma oferta global acima do consumo.

