Tecnologia, fertirrigação e dados reposicionam a irrigação como ferramenta de gestão da produtividade, e não apenas de suporte à lavoura
A agricultura brasileira já está em uma nova fase: menos dependente do clima e cada vez mais orientada pela gestão de risco. Em um cenário de instabilidade hídrica, pressão de custos e necessidade de maior controle sobre os resultados, a irrigação deixou de ser uma decisão tática para se consolidar como estratégia central dentro da porteira, assumindo um papel direto na segurança produtiva e financeira das operações agrícolas.
É nesse contexto que a Netafim, pioneira e líder global em irrigação por gotejamento, participa da Agrishow 2026, principal feira do agro brasileiro e maior vitrine de tecnologia do setor. Mais do que apresentar soluções, a empresa chega com o objetivo de reforçar seu papel como parceira estratégica do produtor em um momento de transformação estrutural do campo.
A mensagem central da empresa, “Netafim, a sua marca de irrigação”, dialoga diretamente com essa mudança. Em um ambiente de restrição de crédito e maior incerteza, a irrigação, aliada à fertirrigação e ao uso de dados, deixa de ser apenas um sistema operacional e passa a atuar como um sistema de gestão da produtividade, capaz de trazer mais controle, eficiência no uso de recursos e previsibilidade ao resultado da lavoura.
“O principal objetivo da Netafim na Agrishow é consolidar o valor da marca no campo, mostrando na prática por que a Netafim é, de fato, a sua marca de irrigação”, afirma Michele Silva, diretora de marketing da Netafim.
Essa virada também se reflete nos números do setor. Segundo o CEO da Netafim, Ricardo Almeida, o mercado de irrigação no Brasil apresenta crescimento consistente e grande potencial de expansão, um movimento que reforça o caráter estrutural dessa tecnologia dentro do agro.
“Dados publicados pela Câmara Setorial de Irrigação da Abimaq apontam crescimentos expressivos do mercado ano a ano para patamares próximos a 400 mil hectares por ano. A Agência Nacional de Águas aponta mais de 8 milhões de hectares irrigados e estima expansão adicional de 4,2 milhões de hectares até 2040, com potencial técnico de até 55 milhões de hectares”, afirma o executivo.
Na Agrishow, a Netafim apresenta avanços que refletem essa nova demanda do produtor, com foco na democratização do acesso à tecnologia e na integração entre irrigação, fertirrigação e digital farming, um conjunto que permite transformar dados em decisões mais precisas ao longo de todo o ciclo produtivo. Entre os destaques estão soluções de monitoramento, coleta de dados e automação aplicadas à fertirrigação, além do fortalecimento do portfólio em gotejamento para diferentes culturas.
Para Michele Silva, essa evolução está diretamente ligada a uma mudança de mentalidade no campo: “A irrigação passou a ser percebida como parte do arsenal de gestão de risco. Quando o produtor enfrenta variabilidade climática e de mercado recorrente, ele compra previsibilidade, e previsibilidade, no campo, envolve plano, engenharia e operação, não um equipamento isolado.”
O estande da empresa acompanha essa proposta, com uma experiência imersiva que conecta tecnologia, conhecimento técnico e aplicação prática no campo. Com especialistas disponíveis durante todo o evento e participação ativa de distribuidores e parceiros, o espaço foi concebido para demonstrar como o uso integrado de soluções pode impactar diretamente produtividade, eficiência e tomada de decisão.
Para Ricardo Almeida, o movimento é claro e irreversível: “A irrigação não é apenas um sistema produtivo, ela se torna uma ferramenta de segurança, um verdadeiro ‘seguro’ da produção, garantindo estabilidade, produtividade e maior controle sobre o resultado do negócio.”
Com investimentos industriais relevantes no Brasil, incluindo a ampliação da capacidade produtiva em Ribeirão Preto, e o reconhecimento do país como um dos principais mercados globais da companhia, a participação da Netafim na Agrishow 2026 reforça não apenas sua liderança, mas também seu papel como uma das empresas que impulsionam a consolidação da irrigação como infraestrutura estratégica do agronegócio brasileiro.

