A Vibra, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, reportou nesta quarta-feira, 6, um lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre, alta de 63% em relação ao mesmo período do ano passado, com resultados acima do esperado pelo mercado, impulsionados por melhora operacional e de margens.
O desempenho veio acompanhado de um Ebitda ajustado de R$ 3,2 bilhões no período, crescimento de 58% na comparação anual e acima da estimativa média de analistas compiladas pela LSEG, de R$ 2 bilhões.
A receita líquida ajustada somou R$ 48,3 bilhões no trimestre, avanço de 7% sobre um ano antes, mas abaixo da expectativa de R$ 51,8 bilhões.
O volume de vendas atingiu 8,7 bilhões de litros, aumento de 4% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, afirmou a companhia, destacando que os números cresceram apesar do ambiente desafiador diante da guerra no Irã, que elevou a volatilidade do mercado internacional de petróleo.
“Ao longo do trimestre, a companhia consolidou seu posicionamento de liderança no setor, ampliando suas importações e reforçando seu protagonismo no suprimento nacional de combustíveis”, afirmou a companhia.
A Vibra destacou que a “escalada do conflito no Oriente Médio pressionou os preços internacionais de derivados de petróleo, com impacto particularmente relevante sobre o diesel”.
“Diante desse cenário, a Vibra demonstrou a solidez do seu modelo de negócios, respondendo com agilidade e responsabilidade ao cenário de restrição de oferta, garantindo abastecimento aos nossos clientes e parceiros”, afirmou a distribuidora, lembrando que o Brasil é importador de diesel e gasolina.
Por segmento, o Ebitda ajustado da área de distribuição somou R$ 3,06 bilhões.
A companhia também registrou expansão de 1,4 ponto percentual na margem bruta ajustada subindo, para 7,2%. Já o lucro líquido reportado totalizou R$ 1,6 bilhão, crescimento de 168% na base anual.
Reuters| Roberto Samora

