Os contratos futuros de açúcar bruto negociados na ICE subiram para uma máxima de três semanas na sexta-feira, 1º, com os preços elevados da energia restringindo a produção do adoçante e ampliando o déficit global previsto para a safra de 2026/27.
O açúcar bruto com vencimento em julho fechou em alta de 0,34 centavo de dólar, ou 2,3%, a 14,95 centavos de dólar por libra-peso, após atingir uma alta de três semanas, de 15,01 centavos de dólar, no início da sessão.
A empresa de análise Green Pool elevou sua previsão de déficit global de açúcar para 2026/27 para 4,3 milhões de toneladas, ante 1,66 milhão anteriormente, visto que os altos preços da energia incentivam as usinas brasileiras a usarem a cana para produzir etanol em vez do adoçante.
“A perspectiva para a produção de etanol se fortaleceu devido à valorização do real, ao aumento dos preços globais da gasolina e à crescente probabilidade de o Brasil alterar os impostos sobre combustíveis e/ou aumentar a mistura de etanol na gasolina”, disse o analista.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva confirmou na noite de quinta-feira, 30, que o país aumentará a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%. A mudança deverá impulsionar a demanda pelo biocombustível em 1 bilhão de litros no ano.
As entregas de açúcar no vencimento do contrato de maio foram relativamente pequenas, o que geralmente é visto como um sinal otimista para o mercado.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco subiu 1,7%, para US$ 446,50 por tonelada.
Reuters| Nigel Hunt e Marcelo Teixeira

