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Adecoagro registra EBITDA ajustado de US$ 40,6 milhões com recorde de moagem

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Companhia ampliou moagem em 49,1%, elevou produção de etanol em 124,7% e aumentou margem operacional diante da priorização do biocombustível

A Adecoagro registrou EBITDA ajustado de US$ 40,6 milhões em seu segmento de Açúcar, Etanol e Energia no primeiro trimestre de 2026, resultado 36% superior ao observado no mesmo período do ano anterior. Segundo relatório da companhia divulgado nesta semana, o desempenho foi impulsionado pelo recorde de moagem para um primeiro trimestre, pela maximização da produção de etanol — com mix de 96% destinado ao biocombustível — e pelo aumento dos preços do etanol e da energia. A margem EBITDA ajustada do segmento avançou para 36,3%, ante 25,1% registrados no primeiro trimestre de 2025.

A moagem de cana-de-açúcar da Adecoagro atingiu 2,22 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, avanço de 49,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e novo recorde para um primeiro trimestre na operação da companhia.

A Adecoagro atribuiu o crescimento ao modelo contínuo de colheita adotado pela empresa, apontado pela companhia como uma de suas principais vantagens competitivas, além da recuperação da produtividade agrícola após chuvas acima da média registradas no quarto trimestre de 2025. Segundo a empresa, parte da cana que permaneceu no campo no fim do ano passado foi colhida ao longo do primeiro trimestre de 2026.

A produtividade agrícola alcançou 105 toneladas por hectare, praticamente o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior, quando a operação havia sido impactada por cana de quinto corte ou superior.

Por outro lado, o ATR da matéria-prima apresentou retração de 9% na comparação anual, passando para 99 quilos por tonelada de cana. Ainda assim, a companhia destacou que o desempenho agrícola permitiu elevar em 39,7% a produção equivalente de ATR, que totalizou 238,6 mil toneladas no trimestre.

Companhia prioriza etanol diante de margens mais atrativas

A Adecoagro informou que priorizou a produção de etanol ao longo do trimestre diante de margens mais atrativas para o biocombustível em Mato Grosso do Sul. Segundo a companhia, os preços do etanol hidratado operaram com prêmio de 32% sobre o açúcar, enquanto o etanol anidro registrou prêmio de 50%.

Com isso, o mix industrial foi direcionado quase integralmente para o etanol, atingindo 96%, ante divisão de 42% para açúcar e 58% para etanol observada no primeiro trimestre de 2025.

A companhia destacou ainda que o desempenho operacional foi alcançado mesmo durante a realização de paradas de manutenção industrial nas unidades.

A produção de etanol somou 137,2 mil metros cúbicos, crescimento de 124,7% na comparação anual. Segundo a companhia, 84% do volume produzido correspondeu ao etanol hidratado, refletindo a forte demanda doméstica pelo combustível.

Já a produção de açúcar caiu 89,3%, totalizando 6,8 mil toneladas no trimestre.

A exportação de energia elétrica também apresentou forte avanço. Segundo a Adecoagro, o volume exportado atingiu 120 mil MWh, alta de 113,4% frente ao primeiro trimestre de 2025, impulsionado pela maior moagem e pela utilização do bagaço armazenado para geração adicional de energia.

Receita com etanol e energia avança

No segmento de Açúcar, Etanol e Energia, a receita líquida totalizou US$ 111,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, redução de 6,1% frente ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o crescimento das receitas com etanol e energia foi mais do que compensado pela queda nas vendas de açúcar.

As vendas de etanol alcançaram US$ 87,7 milhões, avanço de 17% na comparação anual. A companhia informou que os preços médios do produto subiram 17,8%, chegando a US$ 546 por metro cúbico, beneficiados pela forte demanda doméstica e pela oferta restrita no mercado. Os volumes vendidos permaneceram praticamente estáveis, em 160,5 mil metros cúbicos.

No caso do açúcar, a receita caiu 61,9%, totalizando US$ 13,7 milhões. Segundo a Adecoagro, o recuo refletiu tanto a menor comercialização do produto quanto a queda dos preços internacionais. O volume vendido caiu 47,8%, para 40,2 mil toneladas, enquanto o preço médio recuou 27%, para US$ 342 por tonelada.

As vendas de energia elétrica atingiram US$ 6,1 milhões, crescimento de 175,5% frente ao primeiro trimestre de 2025. De acordo com a companhia, além do maior volume exportado, o resultado foi favorecido por preços spot mais elevados e pela valorização do real frente ao dólar.

Custos operacionais sobem no trimestre

Os custos totais de produção do segmento de Açúcar, Etanol e Energia somaram US$ 89,1 milhões no trimestre, avanço de 51% na comparação anual. Excluindo depreciação e amortização, o custo de produção atingiu 12,9 centavos de dólar por libra-peso, aumento de 16,2% frente ao primeiro trimestre de 2025.

Segundo a companhia, o aumento foi provocado principalmente pela valorização do real frente ao dólar, pela antecipação de despesas agrícolas normalmente concentradas ao longo do ano, pela redução do ATR por tonelada de cana e pelo maior volume de cana adquirida de terceiros.

Mesmo diante da pressão de custos, a companhia destacou que o maior volume de moagem, os preços mais elevados do etanol e a maior utilização da capacidade operacional contribuíram para ampliar as margens do segmento.

Companhia projeta crescimento da moagem em 2026

Segundo a Adecoagro, o ritmo operacional segue alinhado às metas estabelecidas para 2026. A companhia afirmou que, considerando condições climáticas normais, espera crescimento de “dois dígitos baixos” no volume de moagem em relação a 2025.

A Adecoagro informou que o ritmo operacional permanece alinhado ao planejamento da safra 2026. A companhia destacou ainda que aproximadamente 65% da produção de açúcar já estava fixada por meio de operações de hedge, a um preço médio de 15,7 centavos de dólar por libra-peso.
Natália Cherubin para RPAnews
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