Home Últimas Notícias Fraqueza do real pressiona açúcar e amplia vendas externas do Brasil
Últimas Notícias

Fraqueza do real pressiona açúcar e amplia vendas externas do Brasil

Compartilhar

Os preços do açúcar fecharam em queda pelo segundo pregão consecutivo na sexta-feira, pressionados pela desvalorização do real frente ao dólar, movimento que estimula as exportações brasileiras. O açúcar bruto com vencimento julho na ICE de Nova York (SBN26) encerrou o pregão cotado a 14,74 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,19 ponto, ou 1,27%. Já o açúcar branco contrato agosto na ICE de Londres (SWQ26) fechou a US$ 436,30 por tonelada, recuo de US$ 4,40, ou 0,99%.

De acordo com análise da Barchart, o real atingiu a mínima de cinco semanas frente ao dólar, incentivando vendas por parte dos produtores brasileiros de açúcar e aumentando a pressão sobre as cotações internacionais.

Apesar da queda recente, o mercado segue monitorando perspectivas de menor oferta global. Na quarta-feira, os preços chegaram às máximas de uma semana e meia após a Índia proibir exportações de açúcar por quatro meses, até 30 de setembro, em medida voltada à proteção do abastecimento interno.

Ainda segundo a Barchart, a Datagro elevou sua estimativa de déficit global de açúcar na safra 2026/27 para 3,17 milhões de toneladas, ante previsão anterior de déficit de 2,26 milhões de toneladas. Já a StoneX projeta que o mercado global deve passar de um superávit de 2,3 milhões de toneladas em 2025/26 para um déficit de 550 mil toneladas no ciclo 2026/27.

No Brasil, o mercado acompanha a destinação maior de cana para a produção de etanol. O Citigroup projetou a produção brasileira de açúcar em 39,5 milhões de toneladas na safra 2026/27, abaixo da estimativa da Conab, de 43,95 milhões de toneladas, citando o aumento do direcionamento da matéria-prima para o biocombustível diante da alta dos preços da gasolina.

O banco também alertou que um possível evento climático de El Niño mais forte neste ano pode impactar significativamente a produção de açúcar na Índia e na Tailândia nos próximos seis a 12 meses.

Dados divulgados pela Unica mostram que a produção de açúcar do Centro-Sul na primeira metade de abril caiu 11,9% na comparação anual, para 647 mil toneladas. No período, a parcela de cana destinada à fabricação de açúcar recuou para 32,9%, ante 44,7% registrados no mesmo intervalo do ano passado.

A Conab estima que a produção brasileira de açúcar em 2026/27 terá queda de 0,5%, para 43,952 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol deve crescer 7,2% na comparação anual. Já o USDA projeta produção de 42,5 milhões de toneladas, redução de 3% frente ao ciclo anterior, também refletindo o maior direcionamento de cana para etanol.

Com informações da Barchart

Compartilhar

Episódio 26: Manejo de plantas daninhas em cana: por que começar antes faz toda a diferença?

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Açúcar cristal oscila no mercado paulista e segue sem tendência definida

As cotações do açúcar cristal branco seguem oscilando no mercado paulista. Após...

Últimas Notícias

Índia diz que, por ora, não há planos de aumentar mistura de etanol na gasolina

A Índia não tem planos de aumentar o teor de etanol na...

DestaqueÚltimas Notícias

Tereos dobra frota de colhedoras de duas linhas e reduz consumo de diesel na colheita de cana

Tecnologia proporciona economia média de 20% de combustível por tonelada colhida e...