Os contratos futuros do açúcar encerraram a segunda-feira em baixa nas bolsas internacionais, pressionados pelas novas estimativas da Organização Internacional do Açúcar (ISO), que projetam produção global recorde e aumento do superávit na safra 2025/26.
Em Nova York, o contrato julho do açúcar bruto NY nº11 fechou cotado a 14,73 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 0,07 centavo, ou 0,47%. Em Londres, o contrato agosto do açúcar branco ICE nº5 encerrou a sessão a US$ 435,20 por tonelada, queda de US$ 2, ou 0,46%.
De acordo com a ISO, a produção global de açúcar em 2025/26 deverá atingir recorde de 182 milhões de toneladas, avanço de 3,5% em relação à safra anterior. A entidade também revisou para cima sua estimativa de superávit global, agora projetado em 2,2 milhões de toneladas, acima da previsão de 1,22 milhão divulgada em fevereiro. Na temporada 2024/25, o mercado registrou déficit de 3,46 milhões de toneladas.
Parte das perdas foi limitada pelas primeiras projeções da ISO para a safra 2026/27. Segundo a entidade, a produção global poderá recuar para 180 milhões de toneladas, queda anual de 1,1%, enquanto o mercado voltaria a apresentar déficit, estimado em 262 mil toneladas. A ISO destacou que um possível evento de El Niño pode afetar a produtividade das lavouras na Índia e na Tailândia.
O mercado também segue atento ao cenário produtivo brasileiro e à competitividade entre açúcar e etanol no Centro-Sul. A perspectiva de maior direcionamento de cana para produção de açúcar pelas usinas brasileiras continua sendo monitorada pelos investidores diante da pressão sobre os preços dos combustíveis.
Com informações da Barchart
