Setor bioenergético mobiliza 4,5 mil brigadistas, tecnologia de monitoramento e campanhas de conscientização para reduzir riscos durante o período seco
As iniciativas ganham ainda mais relevância durante a safra, período em que as usinas estão em plena atividade na produção de etanol, açúcar e bioeletricidade. Além dos investimentos operacionais, o sindicato promove campanhas de conscientização em emissoras de rádio, outdoors e outros canais de comunicação para alertar a população sobre os riscos das queimadas.
Segundo o Sifaeg, os incêndios representam uma ameaça não apenas para a produção agroindustrial, mas também para o fornecimento de energia elétrica, podendo provocar curtos-circuitos, interrupções no abastecimento e danos à infraestrutura. Os impactos atingem ainda serviços essenciais, como hospitais, escolas, comércios e indústrias.
Impactos ambientais e econômicos
Os incêndios, sejam provocados por ação humana ou de forma acidental, geram prejuízos significativos ao meio ambiente, à economia e à saúde pública. A fumaça liberada durante as queimadas compromete a qualidade do ar e pode agravar doenças respiratórias, enquanto o fogo destrói áreas produtivas, reduz a produtividade agrícola e afeta a fauna e a flora do Cerrado.
Entre as medidas preventivas recomendadas estão a manutenção de aceiros, a destinação correta de resíduos, o descarte adequado de materiais inflamáveis, a proibição do uso do fogo para limpeza de áreas e a não soltura de balões ou realização de fogueiras próximas à vegetação.

Tecnologia amplia capacidade de monitoramento
Nos últimos anos, as usinas ampliaram significativamente sua capacidade de prevenção e resposta a incêndios. Aeronaves utilizadas para monitoramento aéreo permitem identificar rapidamente focos de fumaça e incêndios em grandes extensões agrícolas, auxiliando na coordenação das operações de combate e no acompanhamento do avanço das chamas.
O setor também utiliza drones equipados com sensores térmicos e câmeras de alta resolução, sistemas de monitoramento por satélite com alertas automáticos, torres de observação com câmeras de 360 graus e sensores infravermelhos, além de equipamentos dotados de recursos de inteligência artificial capazes de identificar automaticamente focos de incêndio e indicar sua localização exata para o acionamento imediato das equipes.
A estrutura inclui ainda brigadas integradas a sistemas de geolocalização, caminhões-pipa, tratores adaptados, quadriciclos, veículos especializados, sensores de solo para monitoramento de temperatura e umidade e aplicativos de comunicação utilizados por produtores rurais e comunidades vizinhas para envio de alertas e denúncias.

Estrutura mobiliza 4,5 mil brigadistas
De acordo com o presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, André Rocha, as empresas associadas mantêm uma ampla estrutura dedicada à prevenção e ao combate aos incêndios.
“Atualmente, as empresas associadas contam com cerca de 4.500 colaboradores atuando em brigadas de incêndio, aproximadamente 700 caminhões-pipa e mais de 200 veículos de apoio. O trabalho é realizado em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, prefeituras municipais e órgãos ambientais estaduais”, afirma.
O executivo ressalta que a maioria dos focos de incêndio tem origem fora das áreas cultivadas. “Importante lembrar que os focos de incêndio quase sempre começam fora dos canaviais, em áreas próximas ou às margens de rodovias”, destaca.
Conscientização continua sendo fundamental
O Sifaeg reforça que a prevenção é a medida mais eficiente para reduzir os impactos dos incêndios. Embora o combate ao fogo exija investimentos, tecnologia e equipes especializadas, o sindicato destaca que a participação da população é indispensável para evitar ocorrências.
“A conscientização, o respeito às normas ambientais e a adoção de práticas seguras no meio rural são fundamentais para proteger vidas, preservar o meio ambiente e garantir a continuidade das atividades produtivas no campo”, finaliza André Rocha.



