Segundo a entidade, queda dos preços provocada pelas tarifas dos Estados Unidos comprometeu a remuneração das exportações da região; medida prevê repasse de R$ 300 milhões aos produtores de cana
A Medida Provisória (MP) anunciada pelo governo federal durante o lançamento do Plano Safra 2026/27 deve contribuir para reduzir os impactos provocados pelo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras de açúcar. A avaliação é do presidente-executivo da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), Renato Cunha.
A medida prevê o repasse de R$ 300 milhões aos produtores de cana-de-açúcar do Nordeste, por meio do pagamento de R$ 12 por tonelada de cana fornecida às usinas durante a safra 2025/26.
Segundo Renato Cunha, a taxação norte-americana reduziu a remuneração do açúcar produzido na região Nordeste, que é exportado para os Estados Unidos em condições preferenciais, conforme o acordo firmado pelo Brasil no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“Os preços do açúcar registraram forte queda, caíram muito, devido às tarifas”, afirmou.
Apoio ocorre em situações excepcionais
De acordo com o presidente da NovaBio, esse tipo de apoio governamental não é utilizado de forma recorrente pelo setor sucroenergético nordestino, sendo destinado a situações excepcionais de perda de competitividade provocada por fatores externos.
“Esse mecanismo é muito importante, sobretudo em fases de diminuição da competitividade. As formulações de pedidos ao governo federal e de estudos que comprovam a necessidade ocorrem apenas em situações de extrema alternância e dificuldade de competitividade por fatores externos”, destacou Renato Cunha.
Na avaliação da entidade, a subvenção deverá contribuir para amenizar os efeitos econômicos da redução dos preços do açúcar exportado pelo Nordeste ao mercado norte-americano, preservando a competitividade dos produtores da região diante das mudanças no cenário internacional.


