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Jalles aposta em etanol de milho, biometano e motores a etanol para ampliar eficiência e diversificar receitas

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A produtividade dos canaviais da companhia atingiu 83,4 t de cana por hectare, uma queda de 8,4% em relação ao mesmo período da safra anterior.
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Projetos apresentados durante o Jalles Day mostram estratégia para integrar cana, milho e resíduos industriais em uma plataforma de bioenergia com foco na redução de custos, novas receitas e menor sazonalidade operacional

Etanol de milho, biometano e motores movidos a etanol estão entre as principais apostas da Jalles para ampliar a eficiência operacional e preparar a companhia para um novo ciclo de crescimento. Durante o Jalles Day, Anderson Rodrigues, gerente de Projetos e Investimentos da empresa, apresentou uma série de iniciativas que têm em comum o melhor aproveitamento da infraestrutura industrial já existente, a geração de novas fontes de receita e a redução da dependência exclusiva da safra da cana-de-açúcar.

A estratégia combina diferentes rotas de produção de bioenergia em um mesmo complexo industrial, integrando cana, milho e resíduos do processo produtivo para aumentar a utilização dos ativos ao longo de todo o ano, reduzir custos operacionais e fortalecer a agenda de descarbonização da companhia.

Etanol de milho amplia utilização dos ativos industriais

O principal projeto apresentado pela Jalles prevê a implantação de uma planta de etanol de milho integrada às unidades industriais da companhia. A proposta contempla o aproveitamento da estrutura já existente, utilizando sinergias com a cogeração de energia, produção de biogás, captura de CO₂ e demais ativos industriais, além da formação de uma parceria estratégica para compartilhamento dos investimentos e da operação.

Segundo a apresentação, a iniciativa permitirá produzir etanol também em períodos além da safra da cana-de-açúcar, reduzindo a sazonalidade das operações e ampliando as possibilidades de geração de receita.

Além do biocombustível, a companhia prevê agregar valor à operação com a produção de DDG, óleo de milho e CO₂, criando novas fontes de faturamento a partir do processamento do cereal.

Outro objetivo é elevar a taxa de utilização das unidades industriais ao longo do ano. A integração entre cana e milho permitirá compartilhar infraestrutura de vapor, energia, biogás e demais instalações já existentes, promovendo a diluição dos custos fixos e maior eficiência operacional.

O projeto também está inserido na estratégia de economia circular da empresa, ao integrar duas cadeias produtivas do agronegócio, aproveitar a biomassa da cana e ampliar a previsibilidade da geração de caixa por meio de uma operação menos dependente da sazonalidade da matéria-prima.

Biometano para substituir o diesel na frota

Além do etanol de milho, a Jalles aposta na produção de biometano como alternativa para reduzir custos com combustíveis fósseis e aumentar o aproveitamento energético dos resíduos industriais.

O projeto prevê a construção de uma planta para produção de biometano utilizando vinhaça como matéria-prima. O combustível renovável será destinado ao abastecimento da frota de caminhões canavieiros, que passará gradualmente por um processo de substituição dos veículos movidos a diesel por caminhões a gás de 560 cavalos de potência.

De acordo com a apresentação, a iniciativa poderá reduzir em até R$ 1,64 por litro os custos com diesel, além de diminuir a exposição às oscilações dos preços do combustível e gerar economia ao longo da operação.

A companhia também enxerga novas oportunidades de receita com a comercialização de CBIOs e a possível venda de excedentes de biometano.

Do ponto de vista ambiental, a proposta transforma resíduos industriais em combustível renovável, reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito estufa e reforçando a estratégia de descarbonização das operações.

Projeto converte motores diesel para funcionamento com etanol

Outra iniciativa apresentada pela companhia busca substituir o diesel pelo próprio etanol produzido na usina.

O projeto consiste na conversão de motores diesel utilizados em motobombas para funcionamento com etanol, por meio de uma solução modular que dispensa a substituição dos equipamentos existentes. Segundo a empresa, a tecnologia já foi validada em projeto piloto e possui potencial para expansão em larga escala.

Hoje, o consumo anual de diesel nas motobombas da companhia é de aproximadamente 3.500 metros cúbicos, o que evidencia o potencial econômico da iniciativa.

A expectativa é reduzir em até R$ 0,70 por litro os custos com diesel, além de diminuir os gastos com manutenção e reduzir a exposição às oscilações do mercado de combustíveis fósseis.

Na área ambiental, a Jalles estima redução de até 80% das emissões de gases de efeito estufa, além da possibilidade de geração de créditos de carbono.

A companhia também destaca a escalabilidade da solução, que poderá ser aplicada à frota já existente sem necessidade de substituição completa dos motores, ampliando o retorno financeiro e ambiental do projeto.

Natália Cherubin para RPAnews

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Episódio 24: A irrigação será indispensável para o futuro da cana-de-açúcar?

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