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Petróleo se mantém estável com mercado de olho na situação no Oriente Médio

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Os preços do petróleo fecharam praticamente estáveis nesta sexta-feira, 28, já que operadores adotaram uma postura cautelosa diante da situação no Oriente Médio, ao fim de uma semana marcada pela expectativa de uma retomada mais ampla do comércio pelo Estreito de Ormuz.

O barril do petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em outubro caiu 0,44%, para US$ 89,31. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), também para entrega em outubro, recuou 0,16%, para US$ 83,40 por barril.

Os preços acumularam queda de 4% a 5% na semana, “principalmente após relatos de que Omã e o Irã pretendem negociar uma nova rota marítima pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o analista Norman Liebke, do Commerzbank.

“No entanto, para além das manchetes, os detalhes seguem pouco claros”, ponderou o analista Tamas Varga, da PVM Energy.

Os operadores aguardam mais informações sobre o formato da iniciativa, em especial se ela inclui a cobrança de pedágio, condição rejeitada anteriormente por Washington.

Segundo Liebke, a reabertura do estreito “provavelmente levará tempo, porque atualmente não há sinais de que os Estados Unidos estejam dispostos a fazer as concessões necessárias” para viabilizá-la.

“Retomar a diplomacia não é impossível. Depende de os Estados Unidos compreenderem um fato simples: a pressão não funciona”, escreveu no X o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

O mercado também continua atento ao volume de petróleo exportado a partir do Golfo. De acordo com Washington, 10 milhões de barris por dia (mb/d) deixam a região por meio do Estreito de Ormuz, número que muitos especialistas consideram exagerado.

“As divergências de opinião sobre a situação atual do mercado de petróleo” ajudam a explicar a estabilidade dos preços, avaliaram analistas da CBA, que estimam fluxos diários entre 6,8 milhões e 8,7 milhões de barris por dia.

Além disso, “a guerra na Ucrânia também voltou a ganhar importância para o mercado”, disse Liebke. O conflito afeta sobretudo os preços de derivados de petróleo, como gasolina e diesel.

Agence France-Presse 

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