Os tempos mudaram…O RH está acompanhando esta realidade?
por Renato Fazzolari
O RH responde por admitir, desenvolver, manter e motivar os profissionais na empresa, também, propiciar um bom e seguro ambiente de trabalho, entre tantas outras funções. É responsável pela formação do quadro de profissional, tanto no presente (recrutamento e seleção), como formar as equipes de profissionais que irão gerir a empresa através dos tempos (as pesquisas mostram que em média, a cada 5 anos os quadros de profissionais são significativamente renovados – turnover), as quais terão de fazer as empresas mais competitivas, enfim, para não nos estendermos muito, cada vez mais o RH tem se tornado mais vital e estratégico nas empresas.
Mas os tempos atuais tem sido de mudanças muito rápidas e constantes, exigindo (principalmente das empresas do Agronegócio), adaptações às novas realidades e exigências impostas pelo mercado. Daí o notar-se tantas empresas, que até então pareciam sólidas, estarem sucumbindo, enquanto outras surgem com muito sucesso.
Feitos estes brevíssimos relatos, ponderaremos qual o próximo passo que o RH deve dar para se tornar cada vez mais estratégico para as empresas do agronegócio. Mas antes, gostaríamos de fazer alguns questionamentos:
Você do RH conhece bem sobre a eficiência e produtividade da área agrícola? Sabia que acertos ou erros profissionais nas estratégias e operações, fatalmente trarão resultados positivos ou negativos, durante muitos anos (safras)? E que essas ações representam muito dinheiro para a empresa?
A curto, médio e longo prazo, o quanto a manutenção automotiva propicia de disponibilidade da frota? Quanto tempo consegue conservar em boas condições de uso a frota? Esse setor, com o advento da mecanização do transporte agrícola, se tornou um dos maiores custos da empresa, e que aí está um fator muito representativo para a saúde financeira da empresa, e que bem ou mal conduzida representa muito dinheiro.
Você sabe quanto custa uma hora da indústria parada por ineficiência operacional? Posso lhe assegurar que representa muito dinheiro.
Com a dinâmica da economia e legislação, o que um bom ou mau financeiro e/ou tributarista pode representar para as finanças da usina? Pode ter certeza que é muito dinheiro.
Poderíamos dar inúmeros exemplos dos impactos que cada setor pode representar para se obter o lucro (sucesso) ou prejuízo (fracasso) de uma empresa do agro, mas os apresentados acima servem para o que queremos elucidar adiante.
As empresas do agronegócio, em geral trabalham com commodities, ou seja: o valor do produto é definido pela lei da oferta e da procura nas bolsas de valores internacionais, de maneira que, o lucro ou prejuízo dessas empresas se faz da porteira para dentro, ou seja, com que custo e qualidade ela vai operar para produzir lucro, ou trabalhar no prejuízo.
Longe vão os tempos que o RH era um DP com múltiplas funções, e que servia como um setor basicamente cartorial. Hoje o RH é uma área de suma importância ESTRATÉGICA PARA A EMPRESA, pois se o sucesso de uma Usina está da porteira para dentro, e dentro da porteira quem gere a empresa são profissionais, ou seja, seres HUMANOS, é o RH (RECURSOS HUMANOS) responsável por prover e gerir a boa qualidade humana na empresa.
Mas a coisa não para por aí. A proposta do texto faz uma pergunta, “COMO TORNAR O RH MAIS ESTRATÉGICO NO AGRONEGÓCIO”, e a dica que damos é que o RH passe a se envolver, comprometer e priorizar diretamente com a importância do fator CUSTOS, bem como, com a entrada da porteira, ou seja, com um competente trabalho de RECRUTAMENTO E SELEÇÃO em suas ações, e assuma o real protagonismo estratégico que o momento requer, pois essa postura é vital para o sucesso nas empresas do agronegócio.
Pense nisso!
*Renato Fazzolari é fundador da AGRHO Headhunting, psicólogo, terapeuta transpessoal, escritor, articulista da UDOP, palestrante e conferencista em congressos e seminários. Ex-Gerente e Diretor de Recursos Humanos em empresas nacionais e multinacionais.





