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Açúcar sobe em Nova York com perspectiva de menor produção na Tailândia

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Produção tailandesa pode cair 17% na safra 2026/27, para 10 milhões de toneladas; Londres fechou em queda de 1,37%

Os preços internacionais do açúcar encerraram a sessão desta terça-feira, 8, sem direção única. Na ICE Futures US, em Nova York, o contrato de outubro do açúcar bruto avançou 0,17%, ou 0,03 centavo de dólar por libra-peso, para 18,27 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o vencimento de outubro do açúcar branco recuou 1,37%, ou US$ 7,20 por tonelada, para US$ 528,80 por tonelada, segundo o Barchart.

A recuperação em Nova York ocorreu em meio às perspectivas de menor produção de açúcar na Tailândia, segundo maior exportador mundial da commodity. A Thai Sugar Millers Corp projetou que a produção do país pode cair 17% na safra 2026/27, para 10 milhões de toneladas.

Apesar da alta em Nova York, os preços vêm pressionados desde a última quarta-feira diante da expectativa de que a Índia possa importar menos açúcar do que inicialmente previsto.

Na semana passada, o governo indiano reduziu de 400 para 200 toneladas o limite de estoques mantidos pelos comerciantes de açúcar no país. A medida entra em vigor em 15 de setembro e permanece válida até 20 de novembro, com o objetivo de conter a retenção de estoques e aumentar a disponibilidade interna do produto.

Segundo o Barchart, a iniciativa pode ampliar a oferta no mercado doméstico e, consequentemente, reduzir a necessidade de importações pela Índia.

Fundos ampliam posição comprada

Outro fator acompanhado pelo mercado é a posição dos fundos em Nova York. O relatório semanal Commitment of Traders (COT), divulgado na última sexta-feira, mostrou aumento de 28.526 contratos nas posições compradas líquidas em açúcar.

Com isso, os fundos encerraram a semana até 1º de setembro com posição líquida comprada de 132.496 contratos, o maior nível em três anos.

Segundo o Barchart, uma posição comprada elevada pode ampliar movimentos de queda caso haja liquidação dessas posições.

Déficit global segue no radar

Na última quarta-feira, o açúcar negociado em Nova York atingiu a máxima em 17 meses, enquanto Londres alcançou o maior nível em duas semanas, apoiados pelas perspectivas de déficit global.

A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta déficit de 200 mil toneladas na safra 2026/27, após um superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas em 2025/26.

A Green Pool Commodity Specialists estima déficit maior, de 3,2 milhões de toneladas em 2026/27, e reduziu sua projeção para o superávit de 2025/26 de 4,93 milhões para 4,85 milhões de toneladas.

Na União Europeia, o Observatório do Mercado de Açúcar prevê queda de 19% na produção em 2026/27, para 13,4 milhões de toneladas. A Covrig Analytics também passou a estimar déficit global de 300 mil toneladas em 2026/27, ante projeção anterior de superávit de 100 mil toneladas.

Já a StoneX elevou sua projeção de déficit global para 1,7 milhão de toneladas, ante 550 mil toneladas estimadas anteriormente.

Informações da Barchart

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