Preços avançaram discretamente em Nova York e Londres, enquanto mercado acompanha petróleo, projeções de déficit e condições climáticas na Índia
Os preços do açúcar encerraram a sessão desta segunda-feira com leves altas nas bolsas internacionais. Na ICE de Nova York, o contrato outubro do açúcar bruto avançou 0,06%, cotado a 18,93 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco para outubro subiu 0,32%, para US$ 525,90 por tonelada, segundo dados da Barchart.
O mercado encontrou suporte na valorização do petróleo WTI, que atingiu a máxima em três meses e meio. Preços mais elevados do petróleo tendem a favorecer o etanol e podem estimular as usinas a direcionarem uma parcela maior da cana para a produção do biocombustível, reduzindo a disponibilidade de matéria-prima para açúcar.
Na semana passada, o açúcar em Nova York chegou ao maior nível em 17 meses, enquanto Londres atingiu a máxima em três semanas, em meio às projeções de déficit na oferta global.
A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projetou déficit mundial de 200 mil toneladas para a safra 2026/27, ante superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas em 2025/26.
Na Tailândia, a Thai Sugar Millers Corp estima que a produção de açúcar na temporada 2026/27 poderá recuar 17% na comparação anual, para 10 milhões de toneladas. O país é o segundo maior exportador mundial da commodity.
Outras consultorias também revisaram suas projeções. A Covrig Analytics passou a estimar déficit global de 300 mil toneladas em 2026/27, ante previsão anterior de superávit de 100 mil toneladas. Já a StoneX elevou sua estimativa de déficit para 1,7 milhão de toneladas, frente às 550 mil toneladas projetadas anteriormente.
Para 2027/28, a Czarnikow prevê déficit global de 2,9 milhões de toneladas, diante da expectativa de redução das áreas cultivadas com cana-de-açúcar e beterraba. A consultoria estima produção mundial de 177 milhões de toneladas, queda de 0,7% na comparação anual, principalmente devido a problemas climáticos na Índia, União Europeia e Tailândia.
Na Índia, as chuvas acumuladas das monções estavam 15% abaixo da média até 9 de setembro, segundo o Departamento Meteorológico do país. O déficit, no entanto, diminuiu frente aos 42% registrados no fim de junho. O Ministério de Ciências da Terra da Índia alertou que a atual temporada de monções pode ser a mais fraca em 11 anos.
Com informações da Barchart



