A todo vapor: usinas de etanol de milho mantêm produção mesmo com pandemia

Presidente da Unem destaca que os investimentos também não foram interrompidos e novas plantas devem estar prontas até o fim de 2020 em Mato Grosso

A alta volatilidade nos preços do petróleo e seus derivados e a crise ocasionada pela pandemia do novo coronavírus trouxeram muitas incertezas para o setor de biocombustíveis. Apesar desse cenário, o presidente da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), Guilherme Nolasco, afirma que as plantas de etanol de milho, com produção exclusiva, continuam produzindo dentro da normalidade.

“Os investimentos também não foram interrompidos. As usinas que estavam em fase final de construção continuaram com as obras, temos três plantas em Mato Grosso, que devem ser finalizadas até outubro ou novembro. Mas, não necessariamente, as usinas já entrarão em operação, tudo vai depender da recuperação do mercado e da demanda”, diz Nolasco.

Retomada do setor 

Diante do isolamento social imposto para a contenção da Covid-19 houve uma diminuição da demanda, retração da atividade econômica e também dos preços dos combustíveis. A crise do petróleo, em meio a recente e forte desvalorização nos preços da commodity, também afetou o setor de etanol de milho.

Ainda assim, o presidente da Unem destaca que o dever de casa está sendo feito e que logo haverá uma retomada no setor. “Isso, em virtude de várias oportunidades que o setor encontra, especialmente no Centro-Oeste e em Mato Grosso, com alta oferta de matéria-prima, rebanho bovino, suíno e de aves para adquirir o DDG, resíduo da produção do etanol de milho seco, entre outras”, destaca Nolasco.

O Centro-Oeste é responsável por 95% da oferta nacional de etanol de milho, de acordo com levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), reportado no início de maio. A entidade também informou que os estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Paraná e Rondônia se destacam na produção desse tipo de biocombustível. E na safra 2020/2021, o Brasil deve produzir 2,7 bilhões de litros de etanol, alta de 61,1% em relação ao ciclo anterior, de 1,7 bilhão de litros.


Mas. Desse modo. Mas. Desse modo. Mas. Desse modo.