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Açúcar cai na ICE e bate 25,67 centavos de dólar por libra-peso

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Os contratos futuros de açúcar fechou na segunda-feira com queda de quase 3%. O contrato de açúcar bruto com vencimento em março de 2024 fechou em queda de 0,68 centavo de dólar, ou 2,6%, indo a 25,67 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir uma mínima desde 1º de setembro, a 25,59 centavos de dólar por libra-peso.

O contrato do açúcar branco para dezembro também caiu US$ 12,60, ou 1,8%, para US$ 689,10 por tonelada, tendo atingido o menor patamar desde o final de agosto, em US$ 687,20 a tonelada.

De acordo com traders ouvidos pela Reuters, o mercado ainda está digerindo a maior entrega já realizada no vencimento de qualquer contrato, com a maioria dos analistas considerando a operação pessimista.

A fraqueza do real brasileiro, segundo a Barchart, também seria outro fator de baixa para os preços do açúcar depois que o real caiu na segunda-feira para o menor nível em 4 meses em relação ao dólar. O real mais fraco incentiva as vendas para exportação dos produtores de açúcar do Brasil.

Além disso, a queda de 2% nos preços do petróleo na segunda-feira,02, foi pessimista para o açúcar, uma vez que a fraqueza do petróleo subcota os preços do etanol e pode levar as usinas de açúcar do mundo a desviar mais a moagem de cana para a produção de açúcar do que o etanol, aumentando assim a oferta de açúcar.

O açúcar esteve sob pressão na semana passada devido aos sinais de aumento da produção de açúcar no Brasil, quando a Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar) informou que a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil  teve alta de 8,5% na primeira quinzena de setembro, para 3,116  milhões de t e que a produção de açúcar na safra 2023/24 até meados de setembro cresceu 18,7% para 29.258 milhões de toneladas. Além disso, 49,37% da cana moída foi utilizada para a produção de açúcar este ano, um aumento em relação aos 45,47% do ano passado.

Ao longo do último mês, os preços do açúcar subiram acentuadamente, com o açúcar de NY registrando em setembro um máximo de 12 anos no futuro mais próximo, e o açúcar de Londres registrando um máximo de 12 anos, devido à preocupação com a menor produção global de açúcar.

Com informações da Barchart e Reuters
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