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Açúcar cristal branco atinge menor patamar real desde 2019 em São Paulo

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Indicador CEPEA/ESALQ encerra primeira semana de fevereiro em queda, pressionado pela maior participação de lotes com coloração mais elevada nas negociações

Os preços do açúcar cristal branco encerraram a primeira semana de fevereiro em queda no estado de São Paulo, alcançando o menor patamar real desde setembro de 2019. Na parcial do mês, até o dia 6, o Indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ registrou média de R$ 103,46 por saca de 50 quilos, valor deflacionado pelo IGP-DI. Em termos reais, trata-se do nível mais baixo desde setembro de 2019, quando o indicador havia sido de R$ 97,96 por saca.

Ainda em fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ chegou a operar na casa dos R$ 100,00 por saca, movimento que não era observado desde outubro de 2020 em termos nominais. Segundo pesquisadores do Cepea, a continuidade da trajetória de baixa está associada à maior participação de açúcar cristal branco com coloração mais elevada, de até 180 Icumsa, nas negociações realizadas no mercado paulista.

De acordo com o centro de pesquisas, a redução das cotações reflete, sobretudo, uma mudança no perfil de qualidade dos lotes comercializados, e não uma desaceleração da demanda pelo produto.

Queda já vinha sendo observada em janeiro

O movimento de recuo nos preços do açúcar cristal branco já havia sido registrado ao longo de janeiro no estado de São Paulo. Levantamento do Cepea aponta que a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ, considerando açúcar com cor Icumsa entre 130 e 180, foi de R$ 105,87 por saca de 50 quilos, queda de 3,44% em relação a dezembro de 2025, quando a média havia sido de R$ 109,69 por saca.

Segundo os pesquisadores, a retração ocorreu mesmo em um período caracterizado como entressafra da cana-de-açúcar. Ainda de acordo com o Cepea, as negociações envolvendo açúcar de qualidade inferior, com cor Icumsa entre 151 e 180, predominaram em relação às vendas de produto de melhor qualidade ao longo do mês, fator considerado determinante para a pressão baixista observada nos preços em janeiro.

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