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Açúcar em NY recua com pressão de oferta global e demanda enfraquecida

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Contratos de açúcar avançam com petróleo elevado, enquanto fundamentos de oferta seguem pressionando o mercado

Os preços do açúcar registraram alta na ICE Futures nesta terça-feira, 5, sustentados principalmente pelo avanço nos preços da energia. O contrato do açúcar bruto com vencimento em julho subiu 0,08 centavo de dólar, ou 0,5%, para 15,37 centavos de dólar por libra-peso, após atingir a máxima de um mês, a 15,49 centavos. Já o contrato mais ativo do açúcar branco avançou US$ 5,70, ou 1,3%, encerrando a US$ 452,20 por tonelada.

O suporte recente vem do mercado energético. Preços mais elevados do petróleo tendem a aumentar a atratividade do etanol, o que pode levar usinas a direcionarem mais cana para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar. Segundo um corretor de açúcar com sede nos Estados Unidos, o cenário geopolítico envolvendo o Irã deve continuar pressionando o mercado de energia, com impactos ao longo do verão no hemisfério norte.

Apesar do movimento de alta no curto prazo, o cenário mais amplo ainda impõe limites às cotações. Os preços do açúcar bruto em Nova York seguem pressionados por fundamentos de oferta global elevada e demanda moderada, refletidos no desempenho recente dos contratos futuros. O mercado vem registrando perdas acumuladas relevantes nos últimos meses, evidenciando um viés ainda fragilizado.

A expectativa de excedente global continua sendo um fator central para o comportamento dos preços. Além disso, indicadores técnicos apontam tendência negativa em diferentes horizontes de tempo, reforçando a dificuldade de recuperação mais consistente das cotações.

Do lado da demanda, o ritmo segue considerado fraco, com sinais de consumo moderado e volumes elevados em contratos recentes. Já pelo lado da oferta, a produção robusta em importantes players globais contribui para manter o mercado abastecido.

Nesse contexto, o mercado internacional de açúcar oscila entre o suporte pontual vindo da energia e a pressão estrutural de oferta, o que tende a manter a volatilidade das cotações no curto prazo.

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