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Os contratos futuros do açúcar fecharam a sexta-feira (6) mistos nas bolsas internacionais. Os lotes com maior liquidez fecharam mais uma vez em alta, após atingirem, na ICE, de Nova York, a maior cotação em cinco meses e meio. A valorização reflete a preocupação do mercado com os números da safra brasileira, após uma seca prolongada e pelo menos três geadas em algumas regiões produtoras de cana-de-açúcar.

Em Nova York a sexta-feira foi de alta nos três primeiros lotes negociados na ICE. Os contratos para outubro/21 fecharam cotados em 18,68 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 6 pontos em comparação com a véspera. Durante a sessão esse lote chegou a bater 18,92 cts/lb, máxima de cinco meses e meio. Os contratos para março e maio/22 subiram, 5 e 3 pontos, respectivamente. Já o lote julho/22 fechou estável. Os demais contratos caíram entre 3 e 4 pontos.

Segundo a Reuters, “os operadores disseram que aguardam ansiosamente pelas informações de moagem de cana para a região centro-sul do Brasil, referentes à segunda quinzena de julho, o que poderia dar indícios de danos com as geadas. Os dados devem ser divulgados no início da semana que vem”.

Ainda segundo a Reuters, a fraca demanda, continua a limitar os ganhos, com as matérias-primas de outubro de 2021 permanecendo com um desconto substancial até março de 2022.

Em Londres o açúcar branco fechou desvalorizado na maioria dos contratos, as únicas exceções foram os lotes dezembro/21 e março/22 que subiram, respectivamente, 20 e 30 cents de dólar, negociados em US$ 477,70 e US$ 483,90 a tonelada. Já o lote outubro/21 recuou 2,20 dólares, com contratos em US$ 459,60 a tonelada. Os demais contratos recuaram entre 10 e 70 cents de dólar.

No Indicador Cepea/Esalq, da USP, o açúcar cristal fechou a sexta-feira (6) valorizado. A saca de 50 quilos foi negociada em R$ 120,57, alta de 8 centavos de real no comparativo com os preços de quinta-feira. No mês de agosto o indicador acumula ganhos de 2,63%.

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