Estimativas de excedentes mundiais dew açúcar e aumento da produção em importantes países exportadores pressionam as cotações internacionais
Os preços do açúcar fecharam em queda nas bolsas internacionais, pressionados pela perspectiva de ampla oferta global da commodity. Segundo análise da Barchart, o mercado continua reagindo às projeções de superávit mundial nas próximas safras, o que limita movimentos de recuperação das cotações.
Em Nova York, o contrato do açúcar bruto com vencimento em julho encerrou o pregão cotado a 14,06 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 0,42%. Já em Londres, o contrato do açúcar branco com vencimento em agosto fechou a US$ 438,20 por tonelada, queda de 0,61%.
De acordo com a Barchart, a consultoria Czarnikow projeta um superávit global de 3,4 milhões de toneladas na safra 2026/27, após um excedente estimado em 8,3 milhões de toneladas em 2025/26. A Green Pool também prevê mercado superavitário, estimando excedente de 2,74 milhões de toneladas na safra 2025/26 e de 156 mil toneladas na temporada 2026/27.
As perspectivas de maior oferta também foram reforçadas pela Organização Internacional do Açúcar (ISO), que estima um superávit global de 1,22 milhão de toneladas em 2025/26, revertendo o déficit de 3,46 milhões de toneladas registrado na safra anterior. A entidade projeta produção mundial de 181,3 milhões de toneladas, crescimento de 3% em relação ao ciclo passado.
A expectativa de aumento da produção em países como Índia, Tailândia e Paquistão segue contribuindo para o viés baixista do mercado. Além disso, o bom desempenho das exportações tailandesas tem ampliado a disponibilidade de açúcar no mercado internacional, reforçando a percepção de oferta confortável.
Apesar da pressão exercida pelos fundamentos globais, os agentes continuam monitorando o desenvolvimento da safra brasileira e as decisões das usinas em relação ao mix de produção entre açúcar e etanol, fatores que seguem desempenhando papel importante na formação dos preços internacionais da commodity.



