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Açúcar recua e se estabiliza próximo às mínimas de 5,5 anos com pressão de oferta global

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Os preços do açúcar operam próximos das mínimas de 5,5 anos, refletindo um cenário de ampla oferta global e demanda enfraquecida, com impacto direto nas decisões de mix das usinas e na dinâmica do setor sucroenergético. Os contratos futuros em Nova York registraram leve queda, enquanto o açúcar branco em Londres avançou, em um movimento de consolidação após perdas recentes. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (21).

O mercado vem sendo pressionado nas últimas semanas pela expectativa de excedente global e consumo mais fraco. Na última sexta-feira, os contratos chegaram ao menor nível em 5,5 anos, reforçando o cenário baixista para a commodity.

Outro indicativo de demanda enfraquecida foi o elevado volume de entregas no vencimento do contrato de maio em Londres, que somou 472.650 toneladas — o maior para esse período em 14 anos.

Do lado da oferta, o aumento da produção nos principais players globais segue como principal vetor de baixa. No Brasil, maior produtor mundial, a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26 avançou 0,7% na comparação anual, atingindo 40,25 milhões de toneladas até meados de março. Além disso, as usinas elevaram o mix açucareiro para 50,61%, ante 48,08% no ciclo anterior.

Já na Índia, a produção também apresenta crescimento relevante. Dados da federação local indicam avanço anual da safra, enquanto projeções apontam maior disponibilidade de açúcar para exportação, o que contribui para ampliar a oferta global.

Apesar da pressão estrutural, o mercado encontra algum suporte na perspectiva de maior direcionamento da cana para etanol, especialmente diante de mudanças no cenário energético. Projeções indicam que a produção brasileira de açúcar pode recuar cerca de 3% na safra 2026/27, para 42,5 milhões de toneladas, com maior destinação da matéria-prima para biocombustíveis.

Além disso, movimentos no mercado de petróleo seguem influenciando o setor. A valorização do petróleo tende a favorecer o etanol e reduzir a produção de açúcar, enquanto quedas na commodity energética têm o efeito oposto, incentivando maior oferta açucareira.

As estimativas mais recentes indicam manutenção de superávit no mercado global de açúcar, fator que continua limitando uma recuperação mais consistente dos preços. Projeções apontam que o excedente global deve persistir nas próximas safras, impulsionado principalmente pelo aumento da produção em países como Índia, Tailândia e Paquistão, além da manutenção de níveis elevados no Brasil.

Com informações da Barchart

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