Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta sexta-feira (15) em queda nas bolsas internacionais, pressionados principalmente pela desvalorização do real frente ao dólar, movimento que favoreceu as exportações brasileiras e ampliou a pressão sobre os preços da commodity.
Na Bolsa de Nova York, o contrato julho do açúcar bruto fechou com recuo de 0,19 ponto, negociado a 14,80 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o contrato agosto do açúcar branco caiu 4,40 dólares, encerrando cotado a US$ 440,90 por tonelada.
De acordo com informações divulgadas pelo Barchart, o real brasileiro atingiu o menor nível em cinco semanas frente ao dólar durante o pregão, estimulando as vendas externas do Brasil, maior exportador global da commodity.
Apesar da pressão observada no fechamento da semana, o mercado ainda acompanha fatores que sustentam preocupações com a oferta global de açúcar. Segundo o relatório, a Índia decidiu proibir exportações da commodity por quatro meses, até 30 de setembro, buscando preservar os estoques domésticos.
O Barchart também destacou revisões nas projeções globais de oferta e demanda. A Datagro elevou sua estimativa de déficit global de açúcar na safra 2026/27 de 2,26 milhões para 3,17 milhões de toneladas. Já a StoneX passou a prever déficit de 550 mil toneladas no mercado global na temporada 2026/27, após estimativa de superávit de 2,3 milhões de toneladas na safra anterior.
Outro fator monitorado pelo mercado é a perspectiva para a produção brasileira. O Citigroup reduziu sua projeção para a produção de açúcar do Brasil na safra 2026/27 para 39,5 milhões de toneladas, volume abaixo da estimativa divulgada pela Conab, de 43,95 milhões de toneladas.
Segundo o Barchart, o mercado segue acompanhando a evolução do câmbio, da safra brasileira e das restrições de oferta globais, fatores que continuam influenciando diretamente a formação dos preços internacionais do açúcar.


