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Avanços institucionais apontam para cenário positivo em 2026 para empresas de capital aberto do setor sucroenergético

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Um ambiente mais equilibrado de concorrência e com mais confiabilidade e segurança, demandas históricas das empresas listadas em bolsa do setor energético, é a grande expectativa para 2026 graças a uma série de avanços institucionais e regulatórios que vem contribuindo para reduzir práticas predatórias. O quadro otimista para o ano novo foi detalhado pelo CEO da SCA Brasil, Martinho Seiiti Ono, em apresentação ao J.P. Morgan Private Bank para investidores institucionais, executivos do mercado financeiro e lideranças de grandes empresas.

“Estamos presenciando uma rara convergência entre regulação, fiscalização e decisões judiciais, todas alinhadas ao que as distribuidoras sérias e as empresas de capital aberto esperavam há muitos anos”, afirmou Ono, frisando que a eliminação de práticas predatórias cria um ambiente de negócios mais previsível, com melhor formação de preços e maior atratividade para investimentos de longo prazo.

Com foco no ambiente regulatório e perspectivas para o setor de combustíveis e bioenergia, o encontro examinou impactos diretos para companhias de capital aberto, especialmente distribuidoras e grupos industriais com governança consolidada. Ono destacou os impactos da Operação Carbono Oculto, que resultou no fechamento de grandes formuladoras de combustíveis com preços artificialmente baixos.

Essas ações se somam à intensificação do debate e avanço do PLP 125/2022, que trata dos devedores contumazes, e à decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou a constitucionalidade do RenovaBio, trazendo segurança jurídica ao setor.Outras medidas recentes ou encaminhadas ajudam a criar condições que prometem melhorias para 2026.

Entre as ações relevantes para o mercado estão: a unificação do PIS/Cofins; o aumento da mistura de etanol na gasolina para 30% desde agosto; a intensificação da Operação Carbono Oculto em setembro; a confirmação do aumento de R$ 0,10 no ICMS Ad Rem a partir de janeiro de 2026; além da consolidação do RenovaBio como política estruturante.
Para investidores, segundo o CEO da SCA Brasil, o conjunto dessas medidas sinaliza um setor mais institucionalizado, com menor assimetria competitiva e maior alinhamento às práticas ESG.

No campo operacional, Ono apresentou uma análise detalhada da safra 2025-2026, que superou as expectativas iniciais. A moagem de cana deve superar os 600 milhões de toneladas até o final da safra, acima da projeção inicial de 580 milhões, mesmo com queda de 4,9% em Toneladas de Cana por Hectare (TCH), com o índice recuando de 78,5 na safra anterior para 74,7.

Ono destacou ainda o mix recorde a favor da produção de açúcar na safra atual, embora com forte queda dos preços no final da safra, além de uma redução de aproximadamente 3 quilos no ATR em relação a 2024-2025. Condições climáticas mais favoráveis e a rápida expansão do etanol de milho com a inauguração de duas novas plantas no Maranhão e na Bahia também foram destaques, assim como o impacto dos preços internacionais de petróleo pressionados por conflitos geopolíticos, tarifações e maior oferta dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Ao projetar o cenário para 2026, Martinho Ono indicou que as distribuidoras devem operar em um mercado mais equilibrado do ponto de vista competitivo, reflexo direto do novo ambiente regulatório. “Do lado dos produtores, o desafio será atravessar um ano mais difícil, com preços depreciados tanto para o açúcar quanto para o etanol, exigindo foco extremo em eficiência e redução de custos”, ressaltou o executivo.

A expectativa é de maior volume de cana condicionado às chuvas de verão, um novo ciclo de greenfields de etanol de milho com a produção crescendo dos atuais 10 bilhões de litros para entre 12,5 e 13 bilhões de litros,redução do mix de açúcar e recuperação parcial do ATR em relação à safra atual de cana.

“O setor brasileiro de combustíveis e bioenergia entra em uma nova fase, com menos distorções, maior previsibilidade regulatória e um ambiente mais favorável às empresas de capital aberto que operam com compliance, escala e visão de longo prazo”, concluiu.

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