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Brasil e China assinam novos acordos comerciais contemplando o agronegócio

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O Brasil e a China assinaram oito acordos comerciais nesta sexta-feira (25), com a maioria deles contemplando o agronegócio. Em um encontro entre o presidente brasileiro Jair Bolsonaro e o presidente chinês Xi Jinping, foram firmados protocolos envolvendo carne processada, farelo de algodão e energia renovável, como noticiou o jornal O Globo.

Ainda segundo a publicação, as negociações efetivas para o etanol brasileiro, que têm evoluído bem nos últimos meses, ficaram para novembro.

Em um seminário realizado hoje em Pequim, Bolsonaro se manifestou sobre o estreitamento das relações entre os dois países – que comemoram 45 anos de laços diplomáticos – dizendo que “China e Brasil nasceram para caminhar juntos”. O presidente disse ainda que os dois governos estão bastante alinhados para alcançar relações que possam ir além das comerciais e de negócios.

A emissora de TV estatal chinesa CCTV noticiou ainda que Xi afirmou que os planos da nação asiática para seguir desenvolvendo suas relações com o Brasil em uma perspectiva de longo prazo continuam, com o objetivo maior de uma cooperação mútua.

Nas próximas semanas, o Brasil deverá ter mais plantas frigoríficas habilitadas a exportar para a China, além das 25 concessões que já foram feitas no último mês, incluindo unidades de carne suína, de aves e bovina. São, atualmente, 89 plantas aprovadas e habilitadas.

A agência internacional de notícias Bloomberg destacou ainda que a visita da delegação brasileira à China estaria ainda “em busca de investimentos estrangeiros para participar de seu programa de privatização para acelerar seu lento crescimento econômico”.

XI JINPING NO BRASIL

Xi Jinping deverá visitar o Brasil em novembro, quando vem à América do Sul para o fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, no Chile. Em 2018, a receita gerada pelo comércio entre Brasil e China foi de US$ 113 bilhões, alimentada, principalmente, pelo voraz apetite chinês por commodities.

No ano passado, as exportações brasileiras de soja, por exemplo, foram de quase 84 milhões de toneladas, com a maior parte destinada à China. Neste ano, o Brasil já tem cerca de 68 milhões de toneladas da oleaginosa da safra 2018/19 comprometidas, e a nação asiática continua sendo o principal destino.

Não só as commodities têm sido beneficiadas, mas os produtos processados também, em especial as proteínas animais.

“Um estudo realizado pela Agrifatto aponta que o desempenho das exportações de carne bovina in natura tem demonstrado alta desde a habilitação das novas plantas exportadoras para China. As habilitações das novas plantas frigoríficas a exportar carne bovina ao gigante asiático foram confirmadas no dia 9 de setembro, desde então, a arroba do boi gordo pelo indicador Cepea subiu 6,71%”, diz o reporte diário da consultoria.

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