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Bunge se torna a primeira esmagadora a certificar soja brasileira para produção de SAF

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Certificação ISCC CORSIA PLUS, reconhecida pela OACI, reforça papel da soja sustentável na rota do combustível sustentável de aviação

A Bunge alcançou um marco inédito no avanço dos combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, na sigla em inglês). A empresa tornou-se a primeira esmagadora a certificar soja brasileira para uso na produção de SAF sob o protocolo internacional ISCC CORSIA PLUS, reconhecido pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). A certificação — concedida pela SCS Global Services — contempla ainda o selo ISCC CORSIA PLUS Low-LUC, que atesta o baixo risco de mudança indireta de uso da terra (Low Land Use Change).

O reconhecimento foi emitido para a unidade da companhia em Rondonópolis (MT) e representa um avanço significativo na consolidação do Brasil como fornecedor de matéria-prima sustentável para o mercado global de aviação. A conquista soma-se a certificações Low-LUC anteriores já atribuídas a outras matérias-primas e reforça a viabilidade da soja na rota do SAF.

Rigor técnico, rastreabilidade e baixo impacto no uso da terra

A certificação exige que a soja atenda a rígidos padrões de sustentabilidade, incluindo práticas agrícolas aprimoradas, rastreabilidade completa da cadeia e comprovação de baixo risco de expansão agrícola. Na prática, o selo Low-LUC assegura que a produção não esteja associada à abertura de novas áreas, garantindo redução de emissões e alinhamento com metas globais de descarbonização.

Segundo Pamela Moreira, diretora de Sustentabilidade da Bunge para a América do Sul, o resultado reforça o papel estratégico da agricultura brasileira no mercado de energia renovável.
“Essa certificação demonstra que é possível produzir soja de forma sustentável e com baixas emissões, atendendo aos mais exigentes critérios internacionais. O amplo potencial produtivo e as técnicas agrícolas avançadas adotadas pelo Brasil representam um potencial significativo para contribuir para a transição energética. Essa conquista reforça que a soja cultivada de forma sustentável pode ser parte da solução para o avanço dos SAF”, afirma.

Passo decisivo para ampliar a oferta de matéria-prima para SAF

A certificação integra o programa CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation), criado para incentivar o uso de combustíveis renováveis no transporte aéreo internacional. Para além do atendimento técnico, ela também reforça o trabalho direto da Bunge com produtores rurais para promover práticas de manejo alinhadas às exigências de sustentabilidade global.

“Além de critérios técnicos detalhados e auditorias rigorosas, as práticas de manejo do produtor têm um papel fundamental nessa certificação. Isso reforça a nossa jornada de ter um papel ativo na nossa cadeia, engajando e suportando nossos produtores nessa transição, mas também conectando com novas oportunidades”, diz Pamela Moreira.

A executiva destaca ainda que o reconhecimento da unidade de Rondonópolis representa um passo inicial, mas estratégico, para ampliar a disponibilidade de soja certificada como matéria-prima para o crescente mercado de SAF.
“Sabemos dos desafios para escalar essa certificação e, por isso, seu resultado tem grande peso para o setor, reforçando a credibilidade da produção agrícola brasileira”, conclui.

A conquista coloca a Bunge na vanguarda da produção de insumos agrícolas sustentáveis para a aviação e fortalece o papel do Brasil no mapa global dos biocombustíveis de baixo carbono.

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