Cana-de-açúcar: medidas para ajudar o setor serão anunciadas até o fim da semana

Medidas de auxílio ao setor sucroenergético, afetado pela crise do coronavírus no Brasil, devem ser anunciadas pelo governo federal em até dois dias, disse ontem (22) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “Entre amanhã e depois a gente tem uma sinalização exata do que vai ser feito”, afirmou a ministra durante participação em videoconferência do banco Credit Suisse.

Segundo ela, a pasta está discutindo com o Ministério da Economia e o BNDES para encontrar uma solução que atenda as usinas de cana. “Tem que ver os juros que vem sobre isso”, citou.

O retorno da Cide e os recursos do PIS/Cofins são duas das medidas que estão em análise. “A gente sabe que o PIS/Confis sozinho não é dificuldade. Se vier Cide (sobre os combustíveis), qual o tamanho?”, comentou.

As usinas de cana-de-açúcar do Brasil foram amplamente afetadas pelo isolamento domiciliar contra a disseminação do coronavírus, que reduziu a circulação de pessoas e, por consequência, o consumo interno de etanol.

Além disso, o biocombustível ainda foi impactado pela desvalorização dos preços internacionais do petróleo, o que prejudica a gasolina e o etanol.

Tereza Cristina destacou o etanol como um dos segmentos do agronegócio mais afetados pela crise. “É um setor que está me dando trabalho”, disse. “Temos que dizer alguma coisa o mais rápido possível para dar previsibilidade (às usinas de cana)”, acrescentou sobre a ajuda do governo federal.

O setor de etanol do Brasil tem buscado apoio do governo federal para obter financiamento via instituições oficiais para estocar 6 bilhões de litros do biocombustível, quase 25% da safra 2020/21, iniciada neste mês, o que permitiria a continuidade da colheita no centro-sul e exigiria 9 bilhões de reais.


Mas. Desse modo. Mas.