Home Últimas Notícias CNI entrega ao governo proposta de regulação de créditos de carbono
Últimas Notícias

CNI entrega ao governo proposta de regulação de créditos de carbono

Compartilhar
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou ao governo, nesta terça-feira (20), uma proposta para a implementação de um sistema regulado de comércio de emissões de carbono no Brasil. O modelo se inspira no adotado na União Europeia de “cap and trade”, que define um limite de emissão anual de 25 mil toneladas de CO² por fontes reguladas e mecanismos de compensação.
Os sistemas de precificação de carbono se impõem de forma crescente no mundo, em particular pelo grande volume de receitas movimentadas, em torno de US$ 95 bilhões no ano de 2022, de acordo com estimativas do Banco Mundial. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destacou a importância de o país caminhar junto aos países desenvolvidos nesta agenda.
“O setor produtivo e o governo vêm trabalhando em favor da descarbonização da economia e da preservação do meio ambiente. O Brasil participa do esforço global e tem condições de ser um dos líderes da economia de baixo carbono, temos muitas vantagens comparativas que podem se transformar em oportunidade”, afirmou Andrade.
O documento foi entregue ao presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, que afirmou que a iniciativa tem potencial para aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) em 5%, o que seria equivalente a um ganho de US$ 120 bilhões. “Vai atrair investimentos para o Brasil, que é campeão da biodiversidade no mundo”, destacou.
“Com o mercado regulado de carbono vamos poder fazer essa compensação, isso vai estimular novas empresas, emprego e ajudar o mundo nas mudanças climáticas”, acrescentou.
A regulação do mercado de carbono é considerada um passo importante para o acordo entre Mercosul e União Europeia (UE). O lado europeu demonstrou preocupação com os compromissos ambientais por parte do Brasil e pediu um texto mais rígido. Segundo o secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg, o governo também está preparando uma minuta sobre o tema. “Queremos consolidar isso antes da COP 30 (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima), no final do ano”, destacou.
Informações do Correio Braziliense
Compartilhar

Episódio 26: Manejo de plantas daninhas em cana: por que começar antes faz toda a diferença?

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Governo, no momento adequado, saberá como implementar lei da reciprocidade, diz Alckmin

Executivo anunciou que haverá recalibragem do chamado plano Brasil Soberano, que prevê...

Últimas NotíciasDestaque

Cocal amplia moagem para 8,6 milhões de t, mas lucro cai 48,5% na safra 2025/26

Companhia registra recuperação da produtividade agrícola, amplia a produção de etanol e...

Últimas Notícias

Moody’s rebaixa Cosan após crise na Raízen e mantém perspectiva negativa

Decisão foi influenciada pelos impactos da reestruturação da Raízen e redução nos...

Últimas NotíciasDestaque

Portugal e Brasil buscam investidores para usinas de combustíveis sustentáveis

Portugal e o Brasil estão buscando atrair investidores brasileiros para construir uma...