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Coamo aprova construção de usina de etanol de milho com investimento de R$ 1,67 bilhão

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A assembleia de cooperados da Coamo Agroindustrial aprovou nesta quarta-feira, 13, investimentos de R$ 3,5 bilhões para o período de 2024 a 2026, com a maior parte destinada para a construção de uma usina de etanol de milho nos próximos dois anos.

A maior cooperativa agrícola do Brasil aprovou R$ 1,67 bilhão para a construção da primeira usina de etanol exclusivamente de milho do Paraná, com capacidade de produzir 258 milhões de litros por ano.

A usina, que deve entrar em operação entre o final de 2025 e início de 2026, contemplará ainda um sistema de cogeração de energia de 30 MW e produzirá 180 mil toneladas ao ano do coproduto DDG (sigla em inglês para grãos secos de destilaria), usado na fabricação de ração.

“A indústria de etanol de milho é um sonho antigo. Fizemos vários estudos de viabilidade para verticalizar a produção do milho sempre pensando em remunerar melhor os nossos cooperados”, afirmou o presidente-executivo da cooperativa, Airton Galinari.

A direção da Coamo havia informado na semana passada que a usina de etanol seria levada para aprovação dos cooperados, mas o investimento não havia sido divulgado.

A usina vai consumir cerca de 20% do milho recebido pela cooperativa. A Coamo, que conta com mais de 31 mil cooperados, projeta receber 3,3 milhões de toneladas do cereal este ano, além de cerca de 6 milhões de toneladas de soja.

Os investimentos aprovados pela Coamo, com sede em Campo Mourão (PR) e atuação em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, também deverão ser destinados a melhorias de instalações e na ampliação de armazéns de grãos, em volume que soma algo próximo de R$ 600 milhões, disse o executivo.

Segundo Galinari, os recursos deverão permitir a ampliação da capacidade estática de armazenagem de grãos da Coamo em quase 10%, para 6 milhões de toneladas, com a Coamo reforçando os aportes no setor após enfrentar desafios com uma safra recorde na temporada passada.

O executivo disse que a construção de armazéns é mais rápida em relação à usina de etanol. Segundo ele, algumas estruturas que já estavam encaminhadas foram referendadas na assembleia.

Para melhorar o fluxo no atendimento e o escoamento da produção dos cooperados, a Coamo irá construir um novo entreposto em Campina da Lagoa (PR) e três novas unidades de recebimento nas regiões de Amambai, Dourados-Ponta Porã e Sidrolândia (MS).

O executivo disse também que parte importante dos investimentos aprovados, em montante de quase R$ 400 milhões, será direcionada para troca e ampliação da frota de caminhões.

Reuters/Roberto Samora
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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

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