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A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou em nota acreditar que, após a Organização Mundial do Comércio (OMC) publicar oficialmente a decisão que considera os subsídios à exportação de açúcar da Índia uma violação do Acordo sobre Agricultura, o país poderá enxugar os excedentes do adoçante por meio do crescimento do consumo de etanol. “A Índia anunciou recentemente uma meta ambiciosa de mistura de 20% de etanol na gasolina até 2025″, afirmou em nota o diretor executivo da Unica, Eduardo Leão. “Nesse sentido, o Brasil pode contribuir com base nas lições aprendidas ao longo de quase cinco décadas do seu programa de etanol“.

A abertura do painel na OMC foi solicitada pelo governo brasileiro em 2019. A estimativa da Unica é que o impacto negativo dos subsídios indianos aos produtores brasileiros supera US$ 1 bilhão por ano.

A Índia, importante produtora de cana-de-açúcar, regula os preços da cana, do açúcar e do etanol, e fornecia subsídios para que as usinas exportassem seus excedentes do adoçante, o que pressionava as cotações da commodity no mercado global.

O presidente da Unica, Evandro Gussi, afirmou em comunicado: “Nos últimos tempos, temos fortalecido nossa relação e colaboração com nossos pares indianos, particularmente na agenda do etanol e, estamos certos de que teremos soluções cooperativas no curto prazo para essa questão. O resultado do painel foi bastante técnico e estamos seguros de que a Índia respeitará e cumprirá a decisão”.

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