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Os contratos futuros do açúcar fecharam ontem (13) em alta nas bolsas internacionais, recuperando parte das perdas de segunda-feira. O dia continuou marcado por baixa demanda. Notícias de que as chuvas de monções na Índia retomaram aliviaram um pouco as pressões sobre os mercados.

Na ICE, de Nova York, o açúcar bruto, no vencimento outubro/21 subiu 9 pontos ontem, com contratos firmados em 17,08 centavos de dólar por libra-peso. Já a tela março/22 foi comercializada em 17,49 cts/lb, alta de 7 pontos. Os demais lotes subiram entre 6 e 7 pontos.

Em Londres o açúcar branco também fechou no azul em todos os contratos. O vencimento agosto/21 foi contratado a US$ 423,90 a tonelada, variação positiva de 2,20 dólares no comparativo com os preços de segunda-feira. Já a tela outubro/21 subiu 1,60 dólar, cotada a US$ 450,90 a tonelada. Os demais lotes subiram entre 1 e 4,10 dólares.

Segundo a Agência Reuters, o Departamento Meteorológico da Índia informou nesta segunda-feira que as monções voltaram à vida após uma calmaria, cobrindo todo o país, incluindo a capital Nova Delhi, e “eliminando a ameaça de desaceleração no plantio de safras cruciais de verão, como arroz, cana, milho, algodão e soja”.

Ainda segundo a Reuters, “embora as chuvas de monções gerais ainda estivessem acima da média em junho, elas ficaram abaixo da média em julho, aumentando a preocupação com atrasos no plantio de safras em um país extenso onde dois terços de seus 1,3 bilhão de habitantes vivem no campo e a agricultura sustenta quase metade da população”.

“A Índia, um dos maiores produtores e consumidores mundiais de produtos agrícolas, depende das chuvas de junho a setembro para irrigar 50% de suas terras agrícolas que carecem de irrigação. Qualquer falha nas monções pode forçar Nova Delhi a importar produtos agrícolas, aumentando os preços internacionais”, finalizou a matéria.

No mercado doméstico o açúcar cristal fechou a terça-feira em baixa pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. Ontem, a saca de 50 quilos foi negociada em R$ 115,42, contra R$ 116,44 da véspera, desvalorização de 0,88% no comparativo.

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