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Os contratos futuros do açúcar iniciaram a semana em baixa nas bolsas internacionais. Segundo analistas, a desvalorização do real, que atingiu a menor cotação desde maio do ano passado, pressionou as cotações da commodity, isso porque, o dólar em alta “tende a desencadear vendas por exportadores, que obtêm retornos maiores nos termos da moeda local”, destacou a Reuters.

Na ICE de Nova York o açúcar bruto no vencimento maio/21 fechou cotado em 16,20 centavos de dólar por libra-peso, queda de 20 pontos no comparativo com os preços praticados na última sexta-feira. Já a tela para julho/21 foi comercializada em 15,71 cts/lb, 13 pontos a menos que a cotação anterior. As telas seguintes caíram, respectivamente, 10, 6 e 2 pontos. O vencimento julho/22 fechou estável e os lotes para outubro/22 e março/23 caíram 3 e 6 pontos.

Segundo a Reuters, operadores disseram que persistem as preocupações com problemas de frete, com a produção abaixo do esperado na Índia e com incertezas sobre o tamanho da próxima safra brasileira. “Acreditamos que o aperto em 2020 só pode ser explicado pela aceitação de que ou estamos todos superestimando a produção, ou subestimando o consumo, ou ambos — e, dessa forma, já enfrentamos um déficit”, disse a corretora Marex Spectron.

Açúcar branco

Em Londres os contratos do açúcar branco fecharam todos no vermelho neste primeiro dia da semana. No vencimento maio/21 a commodity foi negociada em US$ 460,00 a tonelada, recuo de 3,50 dólares no comparativo com os preços de sexta-feira. Os demais lotes recuaram entre 30 cents e 3,20 dólares.

O Paquistão abriu uma nova licitação internacional para a compra de 50 mil toneladas de açúcar branco, disseram operadores à Reuters.

Mercado doméstico

No mercado interno o açúcar cristal voltou a subir nesta segunda-feira após dois dias seguidos de queda. A saca de 50 quilos foi negociada ontem, segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, em R$ 107,20, contra R$ 106,79 da última sexta-feira (5), alta de 0,38% no comparativo com as datas.

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