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Controle automatizado de aplicação de vinhaça

Sistemas de controle de monitoramento permitem a automação da operação de aplicação de vinhaça, seja de forma convencional ou localizada

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Aplicação de vinhaça localizada pode ser feita de forma automatizada (Crédito: BP Bunge)

A fertirrigação com a vinhaça na cana-de-açúcar é uma das operações agrícolas mais importantes hoje dentro dos tratos culturais, pois tem como objetivo aproveitar de forma economicamente sustentável o resíduo proveniente da produção de etanol como um fertilizante natural para a reposição de nutrientes importantes para a planta, principalmente o potássio.

Dada a sua importância, ao longo dos anos, essa operação foi se modernizando e hoje além da aplicação ser realizada de forma totalmente localizada – ou seja– somente na linha da cana com uso de carretas específicas, pode ser gerida e operada de forma totalmente automatizada com auxílio de tecnologias de monitoramento e controle.

Segundo Rafael Borelli, Gerente Comercial da divisão de Agricultura da Hexagon, a plataforma HxGN AgrOn, tecnologia da Hexagon, permite o monitoramento e controle – diretamente do escritório – de todas as informações referentes a operação de fertirrigação, desde o seu transporte, passando pelos equipamentos de apoio até a aplicação nos canaviais, por meio da implementação de bordos e sensores nos maquinários usados no processo.

A operação de aplicação de vinhaça pode ser dividida em dois momentos distintos, o primeiro deles é a logística, ou seja, o transporte da vinhaça da indústria/armazenagem até o local de aplicação e segundo momento é a operação de aplicação da vinhaça no campo, que o setor sucroenergético realiza de duas formas: convencional e a localizada.

“O uso destas tecnologias auxilia a usina no controle e monitoramento de todas as informações referentes a essa operação. Informações relevantes como a pressão da aplicação da vinhaça, velocidade do recolhimento do rolo, bem como a garantia do paralelismo das linhas de aplicação, são muito importantes para garantir uma boa operação”, destaca Borelli.

Para automatizar a aplicação convencional, “instalamos o Display Ti7 com uma antena GPS para garantir a localização geográfica e monitorar os apontamentos produtivos e improdutivos de maneira automática. Além disso, instalamos um medidor de velocidade para gerenciar o recolhimento dos rolos. Sabendo-se o tempo de descolamento do rolo e a sua velocidade mais a pressão da vazão, a usina consegue fazer a estimativa do quanto foi aplicado de vinhaça”, detalha o especialista da Hexagon.

Com o uso da tecnologia, informações relevantes como a pressão da aplicação da vinhaça, velocidade do recolhimento do rolo, bem como a garantia do paralelismo das linhas de aplicação podem ser monitoradas, garantindo uma boa operação. (Foto/Divulgação)

Veja em detalhes os parâmetros monitorados no rolo:

– Pressão

– Velocidade de recolhimento do rolo

– Localização geográfica

– Monitoramento on-line

– Apontamento produtivo automático

– Apontamento improdutivo

No sistema convencional, mas no qual a motobomba é separada do carretel, é feita a instalação do kit acrescentado um controlador de RPM para medir a rotação do motor, além de um sensor que faz a medição da temperatura do motor e nível de combustível, informações valiosas quando se faz o uso da motobomba separada do carretel.

“Com a solução conseguimos analisar além da pressão da vinhaça e a velocidade e o tempo de recolhimento do rolo, também a sua temperatura e rotação, bem como apontamentos das atividades produtivas e improdutivas” adiciona.

Veja em detalhes os parâmetros monitorados na motobomba:

-Localização geográfica

– Pressão

– RPM

– Temperatura

– Nível de combustível

– Apontamento produtivo automático

– Apontamento improdutivo

– Pareamento – quando há transporte via caminhão

Para garantir o paralelismo entre as linhas de esticagem do rolo, o monitoramento é feito no trator de apoio, por meio do qual é possível fazer o controle dessas informações utilizando um guia virtual que está integrado ao computador de bordo.

Borelli explica que nos tratores de apoio faz-se a instalação de um computador de bordo por meio do qual é possível descarregar o mapa “shape” com as linhas de aplicação das esticagens, garantindo maior paralelismo nas estiagens dos rolos. Além disso, são adicionados os guias virtuais, que também garantem maior precisão na hora da puxada do rolo.

“Nesta modalidade também temos o hodômetro, ferramenta que evita acidentes e tombos do hidro hall na lavoura. Antes da operação é possível configurar o comprimento dos rolos e conforme inicia-se a operação, é feita a contagem em metragem do rolo até o limite da esticagem. Isso pode parecer uma solução simples, mas acaba evitando vários acidentes e trazendo segurança para a operação, evitando retrabalho”, comenta Borelli.

A tecnologia gera relatórios de aplicação da vinhaça, que permite à usina saber exatamente quanto foi aplicado a vinhaça. “Pegamos os dados a partir da pintura dos computadores de bordo. No momento em que o trator começa a puxar o rolo é possível ver onde foi aplicada a vinhaça e possíveis falhas e sobreposições de aplicação. Um outro relatório temos o mapa termal onde serão exibidas as variações de sensores (pressão e velocidade) que ocorreram dentro do talhão, permitindo uma análise mais detalhas das informações.”

Vinhaça localizada e controle logístico

Na aplicação localizada, realizada por carretas de aplicação de vinhaça diretamente nas linhas de cana, a Hexagon oferece a solução de automação de máquinas – o HxGN AgrOn Controle de Pulverização – que permite fazer o controle de todas as sessões de aplicação, evitando sobreposição e controle de dosagem por meio da taxa fixa ou variável.

“Com o uso da tecnologia é possível fazer a configuração do modo de operação – em taxa fixa ou variável. A automação permite controlar e manter as dosagens recomentadas. É possível configurar o ligar e desligar de maneira manual e automática também, evitando sobreposições e desperdício de insumos. A tecnologia permite o controle do fluxo mesmo com aumento de velocidade da máquina”, explica Borelli.

“No caso da aplicação localizadas, é possível controlar todas as informações. Conseguimos pegar recomendação, ver de fato a dosagem – o quanto foi aplicado – controlando e exportando por meio de relatórios – conseguimos ver área trabalhada e pontos de falhas de aplicação e controle de velocidade do equipamento durante toda a operação”, afirma o especialista da Hexagon.

Tão importante quanto a aplicação é a logística. No caso da aplicação localizada, o que leva mais tempo é a logística. E pensando nisso, a Hexagon trouxe uma solução com o computador de bordo para controlar todo o ciclo de logística.

São instalados nos caminhões de transporte da vinhaça, o Display Ti7 com antena GPS e com esses equipamentos e leitura de sensores, é possível que a usina faça a identificação da localização do equipamento e em qual estágio ele está.

“A usina pode acompanhar o número de viagens, saber quais máquina estão em cada estágio, se em deslocamento, carregamento ou descarregamento, a localização de cada carreta e outros detalhes da logística que permitem melhor planejamento da operação, trazendo redução de custos e paradas”, afirma Borelli.

Todas as informações que são coletadas pelos sensores e computadores de bordo em são levadas a Nuvem – ao big Data da Amazon – e são dispostas por meio de dashbords, relatórios e tabelas no HxGN AgrOn Sala de Controle, onde é possível cruzar as informações do que foi o planejado com o que foi de fato realizado no campo.

“Com isso a usina tem uma visão geral do que tem sido feito. Possibilita o controle do ciclo completo do transporte de insumos, acompanhamento dos volumes e dosagens dos produtos previstos e aplicados, emissão de alarmes indicando atrasos, aplicação de produtos não planejados ou fora da dose recomendada e ainda fornece status do equipamento de carregamento, de transporte e de aplicação. Todas as não conformidades são pré-configuradas pelo próprio cliente antes”, explica Borelli.

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