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Com a crise dos combustíveis fósseis, o etanol da cana-de-açúcar voltou a ganhar os holofotes nos últimos anos pela grande vantagem competitiva de preço e ser renovável. Para três grandes representantes do setor, a alternativa é viável, mas ainda precisa de mais investimentos.

As perspectivas, os desafios e as oportunidades do açúcar e do etanol foram temas discutidos no AgroForum, evento virtual promovido pelo BTG Pactual, nesta quarta-feira, 27. O painel foi mediado por Rafael Nery, sócio e head de corporate desk do BTG Pactual.

Para Felipe Mendes, diretor de tesouraria e desenvolvimento de negócios da Tereos Brasil, o setor tem uma oportunidade única para crescer ainda mais e fazer a transição energética.

“O setor vivencia um momento ímpar. Nunca tivemos quatro anos sem aumento de preços bons em sequência. Da porteira para dentro, a produção evoluiu muito, com a digitalização do campo. Precisamos avançar em termos de produtividade agrícola para crescer ainda mais”, disse Mendes.

Pedro Dinucci, presidente do conselho de administração da Usina São Manoel, avaliou que, internacionalmente, houve movimentos recentes importantes que ajudam a estabilizar os preços do combustível renovável. “A Índia reduziu subsídios, e está incentivando o etanol. A Tailândia, Colômbia e outros países estão na mesma linha”, afirmou.

Há ainda problemas climáticos a superar para o Brasil avance mais. Fabiano Zillo, CEO da Zilor Energia e Alimentos, lembra que desde o ano passado o país enfrenta uma escassez de chuvas, que impacta diretamente no campo. “O Brasil precisa voltar a ter o protagonismo ambiental para que possamos enxergar um futuro”, disse.

Felipe Mendes avaliou que há uma necessidade de fazer a divulgação de como é o funcionamento desta matriz para que outros países também possam adotá-la. “A qualidade do ar melhorou na cidade de São Paulo por conta da adoção do etanol, com os carros flex. Isso é o nível da relevância do etanol para o mundo”, afirmou.

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