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Cooperativa de canavieiros projeta moer 800 mil toneladas e apostará na produção de açúcar

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Neste ano em que será a 10° safra seguida, contando sempre com o apoio da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), inclusive em suas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG – sigla em inglês), a Coaf deve focar na produção açucareira, já atenta aos preços competitivos do mercado mundial.

A Coaf, que está localizada em Timbaúba, na Zona da Mata pernambucana, foi criada a partir de plantadores de cana da região, que reabriram a usina Cruangi desde 2015. E, até agora, estão garantindo a plantação de cana e gerando emprego e renda pela vocação canavieira da região, através da produção de açúcar, etanol, energia e de outros derivados.

Mais de 1 milhão de toneladas de cana foram moídas na safra passada (2022/23). A nova safra inicia no dia 20 de agosto com uma missa e, no dia seguinte, começa a chegar cana na unidade,  com início da moagem no dia 23. Para essa 10° safra, a Coaf planeja uma moagem menor, de 800 mil toneladas e focar na produção de açúcar. O motivo são os preços baixos do etanol em consequência das interferências da política federal sobre os combustíveis, o que fez com que a cooperativa decidisse produzir somente açúcar, diante dos valores nos mercados pelo mundo.

“A Coaf surgiu mesmo em 2010 como cooperativa de insumos agropecuários no Recife, existente até hoje, inclusive com outra unidade já na Paraíba. Mas, diante do fechamento da usina Cruangi em 2013, decidimos abrir uma filial da Coaf em 2015, no segmento agroindustrial, com a missão de arrendar e gerir a usina. Desde então, temos gerado até 10 mil empregos diretos por safra, no campo e na fábrica. Somos praticantes do cooperativismo e com o modelo ESG, pois buscamos associar sempre ganhos de produtividade e de qualidade nos canaviais e usina, junto com a segurança socioambiental e econômica para os nossos cooperados, colaboradores e parceiros”, explica Alexandre Andrade Lima, que é o presidente da Coaf.

No quesito ambiental, a cooperativa tem se destacado pelo trabalho continuado junto aos cooperados para que utilizem cada vez menos insumos de origens fósseis da plantação ao transporte da cana. Isso faz bem à natureza e agrega mais valor à matéria-prima do açúcar e do etanol. A Coaf também mantém viveiro de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica que são replantadas na região através dos cooperados e prefeituras das cidades envolvidas.

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Episódio 26: Manejo de plantas daninhas em cana: por que começar antes faz toda a diferença?

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

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